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terça-feira, 14 de junho de 2016

Tsuru













Era uma folha
agora é barco a navegar
flor
coração
carta de amor
contas para pagar
borboletas
rascunho
poesia
bilhete
mágoa amassada
transformação...

O papel é o mesmo
e eu sigo dobrando e desdobrando as folhas
dobrando e desdobrando a vida
até que no fim tudo vira tsuru
vida plena...

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Baseado em você

Enrolei um baseado em você
pra ver se esquecia um pouco
daquele estado de sítio em que me declarei

Então você chegou
quente e tranquila
fui te respirando
te sentindo
e te desenhando naquele vento
à beira mar de meus devaneios ~~~~~

domingo, 4 de setembro de 2011

Como aquela vela acesa
apenas temporal
sou fogo e ar
Equilíbrio... 
Respirando oxigênio
mantendo o incêndio de meus
pensamentos

terça-feira, 5 de julho de 2011

como uma pedra na correnteza

.nexo mais tem não palavras minhas
,mundo do lógica a para pois
entendida ser sem
pedra uma como
ali continuo Então

.ela por levada ser poder sem,
conrrenteza na presa sinto me ,agonizante É

.espaço e tempo em Invertida

.passado meu o futuro meu do Fazendo

.trás pra deixando estou que o somente ,indo
estou onde pra enxergar sem frente pra trás de Andando

.morremos porque entender para nascimento o buscando ,atrás voltar
querendo sempre ,começo um procurando sempre

,frente pra trás de

:assim escrevesse eu se como É

domingo, 22 de maio de 2011

A concha de nosso mar

Havia água naquela música,  todos cantavam de olhos fechados deixando escapar salgadas lágrimas em um suave movimento do corpo de um lado para o outro. 
Era como o mar de dentro nós: Infinito, misterioso, indo e vindo sem parar, forte, sereno e nada predestinado; apenas fluindo...

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Gelo

Eu só caminhava sob o gelo
o tempo inteiro deslizando sob meu reflexo

Pisava em meus pés
e meus eus dançavam
sincronizados
em uma grande coreografia

No meu norte dançava a quente consciência
no meu sul a fria ilusão

Como imã
assim era o gelo que separava e juntava as coisas


segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Pássaro de folhas

Gosto de ver as árvores
de baixo pra cima

Deitada em sua brisa vejo suas folhas balançando
irradiadas pelo sol

Ali me sinto pássaro
As folhas são minhas penas

Flutuo entre terras e nuvens
batendo asas entre o consciente e o inconsciente
         
Minha sólida sustentação se dissolve
Me desprendo das raízes do mundo
E apenas voo
como um pássaro pairando 
com destino o infindo...

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Asfalto estrelado


Vago só pela noite
espreguiço-me no asfalto frio
quis sentir o sereno da cidade 
e enquanto todos dormem
as estrelas 
mostram que não estou só



quarta-feira, 7 de julho de 2010

Faça um pedido

Assopro velas
sonho
acordo
e acendo novamente as velas

Presentes
eu ganho toda hora
hoje e sempre é o meu dia

De olhos fechados
crio asas
caio no buraco da minha cama

Flutuo
danço
improviso

Em minha memória
construo meu filme
e do futuro
deixo apenas o vermelho vinho
dos filmes não revelados...

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Cortina de estrelas

Continuo só...
Por baixo de meus lençóis bagunçados
de noites mal dormidas, sonhos mal contados...
Ainda durmo abraçada com meu violão sem cordas
em minha eterna noite sem fim...
Cobrindo o sol de meio dia;
resta-me apenas as estrelas desbotadas de minha cortina,
minhas canções tocadas na memória
e seu cheiro na cama...

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Viver

Quero oscilar
entre o ócio e a adrenalina
nas ondas de minha canção
com susurros de amor e gritos de rebelião

quero querer
e depois nao querer mais

surfar entre meus altos e baixos
tocar-me do grave ao agudo
dedilhando-me por completa
em uma só canção

vagar pelas esquinas da constante transição
entre ser e não ser
ousar da imaginação
com nossas nuvens no céu
e nós na terra da evolução

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Precisamente o incerto

Edifica-me assim em ruas irregulares, passos incertos, olhar de mistério, idéias de retalhos. Eu não preciso de seu caminho concreto, de seu porto seguro, não preciso de seus holofotes gigantes e de seus faróis inseguros. Preciso da metamorfose do escuro, da cor da imaginação e eu não preciso precisamente do que esperam. Preciso da dúvida e do mistério, do risco e da adrenalina de pular em hemisférios com pés firmes na ousadia de atingir em sumo a loucura do que é ser.
Preciso cantar em números embaralhados o tempo que a de vir, como as páginas soltas dos livros em que conheci. Preciso da bandeira de cada vida em que me descobri, turistar para sempre em rumo sem direção. Sem precisar do teu relógio nem da tua bússola, a minha busca é pelo inexato, preciso apenas do tempo como o sol e a lua a vir sem hora pra chegar e a sair sem hora pra esperar. E nada mais importa, pois sempre é tarde para se descobrir, mas nunca para se redesdescobrir.