Você lembra?
nós não convivemos mais...
ah, você não lembra, eu sei.
Algumas pessoas te marcam...
mas isso não quer dizer que você também marcou ela não é?
Como conviver com uma lembrança que não vive mais?
ou será que já viveu?
já faz tanto tempo que nem sei mais...
moramos na mesma cidade?
Relaxa, são só fantasmas de lembranças que entram em seus sonhos.
Até logo?
"Sempre buscando descobrir as palavras nesse jogo lírico em que os sentimentos se cruzam e se perdem na poesia do pensamento...
Mostrando postagens com marcador Desabafos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Desabafos. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 14 de julho de 2016
terça-feira, 15 de março de 2016
Bifurcações
O que é a certeza?
Existe?
A única certeza que eu tenho na vida é a minha morte.
Será isso muito pesado de afirmar? ou será que estou errada?
Estamos sempre buscando certezas na vida. Estamos sempre buscando respostas... E essas respostas tem que ser corretas, tem que ser pensadas, tem que ser apropriadas, tem que ser a escolha certa. Não é isso que nos cobram? não é isso que me cobro?
Dúvida... Como seria possível viver em uma vida só de dúvidas? Talvez não sairíamos do lugar. Estamos ali naquela bifurcação... E aí para onde seguir? Se tiver certeza de qual o atalho mais fácil e que chegará a algum lugar bom com certeza escolheria ele, mas não sei. Vou pela intuição... Pelo coração... Existe isso? A escolha é o maior desafio dessa vida. Não podemos ter tudo, nunca, mas o que é tudo nessa vida? E o que é nunca?
Eu queria ser aquela pessoa de intuição forte, de certeza, aquela pessoa que não questiona a vida. escolhe sem saber que está escolhendo, aquela pessoa que não precisa escolher, aquela pessoa que não tem nada e o que tem é única coisa que pode ter ou aceita isso ou não aceita nada. Ou queria ser aquela pessoa que só vê aquele caminho a seguir e nada mais te faz duvidar...Mas sou bifurcações! Nunca sou nem tudo, nem nada... Queria poder dirigir minha vida cega na certeza de que aquele é o único caminho a ser seguido.... Mas questiono, enxergo demais, sou do contra, aquariana louca... Isso me pertuba! Eu queria os dois caminhos, mas não posso, então escolho um, mas penso no outro, e fico louca entre o escolhido e o descartado, o passado e o presente, me sinto perdida em um caminho sem volta em um labirinto de bifurcações... Como pro-seguir?!
Existe?
A única certeza que eu tenho na vida é a minha morte.
Será isso muito pesado de afirmar? ou será que estou errada?
Estamos sempre buscando certezas na vida. Estamos sempre buscando respostas... E essas respostas tem que ser corretas, tem que ser pensadas, tem que ser apropriadas, tem que ser a escolha certa. Não é isso que nos cobram? não é isso que me cobro?
Dúvida... Como seria possível viver em uma vida só de dúvidas? Talvez não sairíamos do lugar. Estamos ali naquela bifurcação... E aí para onde seguir? Se tiver certeza de qual o atalho mais fácil e que chegará a algum lugar bom com certeza escolheria ele, mas não sei. Vou pela intuição... Pelo coração... Existe isso? A escolha é o maior desafio dessa vida. Não podemos ter tudo, nunca, mas o que é tudo nessa vida? E o que é nunca?
Eu queria ser aquela pessoa de intuição forte, de certeza, aquela pessoa que não questiona a vida. escolhe sem saber que está escolhendo, aquela pessoa que não precisa escolher, aquela pessoa que não tem nada e o que tem é única coisa que pode ter ou aceita isso ou não aceita nada. Ou queria ser aquela pessoa que só vê aquele caminho a seguir e nada mais te faz duvidar...Mas sou bifurcações! Nunca sou nem tudo, nem nada... Queria poder dirigir minha vida cega na certeza de que aquele é o único caminho a ser seguido.... Mas questiono, enxergo demais, sou do contra, aquariana louca... Isso me pertuba! Eu queria os dois caminhos, mas não posso, então escolho um, mas penso no outro, e fico louca entre o escolhido e o descartado, o passado e o presente, me sinto perdida em um caminho sem volta em um labirinto de bifurcações... Como pro-seguir?!
Marcadores:
Desabafos,
interrogações,
pensamentos~,
reflexões
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Ab(sinto)
Te vi no bar, de longe
embriagada
por trás do vidro transparente de meu copo
imersa em minha bebida
à procura de algo em mim
E você me observava
com teu olhar absorto
à espera que talvez chegasse até você
E seria até interessante ouvir sua voz
até então abafada em minha bebida
mas receio tocar o até então intocável
deixar a realidade modificar a expectativa
Prefiro ficar só no olhar mudo
nas risadas da mesa de bar
e nas minhas doses suas de bebida
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Baseado em você
Enrolei um baseado em você
pra ver se esquecia um pouco
daquele estado de sítio em que me declarei
Então você chegou
quente e tranquila
fui te respirando
te sentindo
e te desenhando naquele vento
à beira mar de meus devaneios ~~~~~
sábado, 21 de janeiro de 2012
Nada mais...
Nada mais me faz lembrar
a não ser o que esqueci
Nada mais me confunde
a não ser o que ficou claro
Nada mais me acompanha
a não ser os que foram embora
Nada mais me diz
a não ser o que calou
Nada mais me alimenta
a não ser a minha fome
Nada mais será
a não ser o que foi
Nada mais me prende
a não ser a minha fuga
Nada mais a declarar
a não ser o que não foi dito...
a não ser o que esqueci
Nada mais me confunde
a não ser o que ficou claro
Nada mais me acompanha
a não ser os que foram embora
Nada mais me diz
a não ser o que calou
Nada mais me alimenta
a não ser a minha fome
Nada mais será
a não ser o que foi
Nada mais me prende
a não ser a minha fuga
Nada mais a declarar
a não ser o que não foi dito...
domingo, 20 de novembro de 2011
Um analgésico, por favor
Para remediar,
E se tudo foi ilusão
adiar,
anestesiar
anestesiar
fantasiar você...
E se tudo foi ilusão
que continue sendo
a minha falta de dor...
sábado, 2 de abril de 2011
Incêndio
É difícil achar as palavras certas para o que se sente
apenas abro e fecho a porta
está tudo incendiando e eu tenho que sair, eu sei
mas não sei o que fazer, não sei onde você está
eu queria só te encontrar
te entender
me entender
me salvar
te salvar de mim
mas o que se tem
é apenas uma visão perdida
entre a fumaça e o desespero
agora me remexo sobre a madrugada
angustiada tentando entender porque você voltou a se perder em mim
e eu só quero encontrar a minha verdade em você
não quero te ferir jamais
eu já nem sei se estou misturando as bebidas
o fato é que ainda não encontrei as palavras
me sinto tateando-as no escuro
me sinto escutando-as no barulho
mesmo sendo madrugada clara e silenciosa
o fato é que você ainda incendeia meu copo de alcohol
não há saídas de emergência
a única saída é ficar
e eu poderia estar num sonho louco qualquer que a gente esquece quando acorda
mas eu estou acordada enlouquecendo e vou dormir lembrando de tudo
apenas abro e fecho a porta
está tudo incendiando e eu tenho que sair, eu sei
mas não sei o que fazer, não sei onde você está
eu queria só te encontrar
te entender
me entender
me salvar
te salvar de mim
mas o que se tem
é apenas uma visão perdida
entre a fumaça e o desespero
agora me remexo sobre a madrugada
angustiada tentando entender porque você voltou a se perder em mim
e eu só quero encontrar a minha verdade em você
não quero te ferir jamais
eu já nem sei se estou misturando as bebidas
o fato é que ainda não encontrei as palavras
me sinto tateando-as no escuro
me sinto escutando-as no barulho
mesmo sendo madrugada clara e silenciosa
o fato é que você ainda incendeia meu copo de alcohol
não há saídas de emergência
a única saída é ficar
e eu poderia estar num sonho louco qualquer que a gente esquece quando acorda
mas eu estou acordada enlouquecendo e vou dormir lembrando de tudo
sábado, 13 de novembro de 2010
Copo Azul
Respiro goles de café
quente e amargo
meu óculos embaça e desembaça
como um instável temporal a cada expiração
e não bebo em pequenas xícaras
bebo em grandes copos azuis
para sentir teu calor ardente
assegurado em minhas mãos
minha visão se limita apenas ao esvair do café no copo
pouco a pouco meu reflexo vai se esvaziando
dando espaço à distorcida visão azul de ti
afogada em minhas insônias
mas o forte toque do copo à mesa me diz:
não estás aqui...
Pequeno delírio azul.
quente e amargo
meu óculos embaça e desembaça
como um instável temporal a cada expiração
e não bebo em pequenas xícaras
bebo em grandes copos azuis
para sentir teu calor ardente
assegurado em minhas mãos
minha visão se limita apenas ao esvair do café no copo
pouco a pouco meu reflexo vai se esvaziando
dando espaço à distorcida visão azul de ti
afogada em minhas insônias
mas o forte toque do copo à mesa me diz:
não estás aqui...
Pequeno delírio azul.
sábado, 16 de outubro de 2010
Caixa Branca
Más são as grades que me deixam te ver...
Apenas uma fria visão chuviscada de uma TV mal conectada
Uma rede jogada no fundo do mar me arrastando como peixes desesperados
Uma peneira cruel nos separando
Não gosto do vento dividido que transpassa as grades são como tiros em mim,
o vento passa como se ali nada existisse
não há peso, não há vida,
nem a tempestade é capaz de levar...
E eu não gosto de respirar o ar por brechas
como um animal que se mantém conservado para uma morte futura...
Como um pássaro engaiolado que canta por liberdade...
Estou preferindo os muros que me fazem esquecer do incansável horizonte
Prefiro viver no branco das paredes e do teto
Eles se fecham....
E no escuro interior de minha caixa branca, que o vento arrasta pelo mundo...
Tão criminosa que sou
ainda tenho vida perpétua
em minha imaginação!
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Hoje preciso que minhas lágrimas se juntem a água morna de meu chuveiro, preciso me lavar por inteira, sinto-me suja, sinto vergonha, preciso do barulho forte da ducha batendo no chão para que não me escutem chorando e tudo que quero é que peiteem meu cabelo e me botem pra dormir...
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Espelho
Frágéis
minhas palavras rabiscadas com saliva e dor
se fragmentam e se perdem no espaço
minha imagem fria e concreta se dissolve
em amnésia e medo
meus olhos me olham vagos e ligeiros
sinto-me desconhecida
meus sonhos como a poeira da estrada
ficaram para trás ao crepitar do ar
e assim me enxergo sem me enxergar
e assim vivo sem viver
caidos no chão
só restam meus cacos...
minhas palavras rabiscadas com saliva e dor
se fragmentam e se perdem no espaço
minha imagem fria e concreta se dissolve
em amnésia e medo
meus olhos me olham vagos e ligeiros
sinto-me desconhecida
meus sonhos como a poeira da estrada
ficaram para trás ao crepitar do ar
e assim me enxergo sem me enxergar
e assim vivo sem viver
caidos no chão
só restam meus cacos...
domingo, 15 de novembro de 2009
Mu dança
Quero fugir, mudar de cidade, ir embora da minha vida à francesa, no meio da festa, no meio da confusão, sem dor de despedidas... Quero sair e não lembrar mais o caminho de volta, me perder sem ressentimento, sem preocupação. Talvez assim me descubra, talvez assim fuja dos problemas, fuja de mim mesma... Mas talvez esteja apenas me enganando, talvez possa mudar de cidade em cada passo meu e fazer deles maravilhosas ilhas de vida no oceano de meu mundo em que saltito... E talvez minhas quedas sejam o mergulho refrescante do atlântico... É acho que o que preciso mesmo é saber ver a vida como uma constante dança da mudança que saltita pelo mundo, somos donos do mundo e não tão pequenos como imaginamos, quando fechamos nossos olhos em cada suspiro podemos sentir o mundo infinito misterioso nos abraçar. Afinal, pra onde estou indo?
sábado, 12 de setembro de 2009
Inflável vazio

Sinto-me presa
não sinto o ar correr
não sinto o ar correr
Com meus assopros asfixiados
escuto apenas as mudas canções de minhas flautas
dos gritos e palavras abafados
das horas e afagos escapados
No inflável vazio de mim mesma
que se enrijece e vaga em um cárcere balão
prestes a se esvair e rodopiar estouvado
ou mesmo rebentar-se em farrapos
(Foto por Victor MR Mascarenhas)
que se enrijece e vaga em um cárcere balão
prestes a se esvair e rodopiar estouvado
ou mesmo rebentar-se em farrapos
(Foto por Victor MR Mascarenhas)
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Um pedido da poetisa
Por favor, arranque essas fantasias que vesti em ti. Hoje eu não quero chorar do meu próprio romance, deixa isso para os leitores. Agora te quero nua na minha falta de inspiração.
domingo, 31 de maio de 2009
Redemoinhos de mim

Redemoinhos de mim mesma corriam fugaz, tentando descobrir lá no fundo o que realmente eu queria, qual era a verdadeira superfície de meu oceano sem fim, puxando ilusões para a dança das marés. Elas tentavam me afogar, minha consciência rodopiava, mexendo a colher no mar de meu eu, que é frio de tua ausência e escuro de teus mistérios, cirandando em triste festa ao som de seu bolero.
Então embriago-me daquele meu copo vazio, transbordado de ilusão; em grandes goles delirantes de subconsciência, quero esquecer cada vez mais de tua ausência. E entre um gole e outro você me aparece de novo, em um tombo repentino de minha consciência que se fere e chora frente aos meus olhos, e grita para meus ouvidos o que estes antes não sabiam escutar.
Tento segurar-te, sentir-te novamente em arrepio, mas o mundo me deixa tonta com meus redemoinhos embriagados, e você sempre vem como se estivesse voltando. Não quero te perder, por que tu és o que eu realmente sempre quis e o que sinto é tão forte, que me afoga de tanta beleza.
Posso acabar por morrer em mar aberto às vistas do paraíso, e ele me olhará belo com olhos de angustia e nada poderá fazer. Fui eu quem mergulhei na embriaguez de mim mesma, dos redemoinhos de meu copo vazio cheio de minha ilusão, e mexi a colher de meu pensamento cada vez mais a cada dia que passava, dissolvendo o doce na amargura, em tentação e loucura. E agora é tarde e já estou presa às águas do paraíso de tua consciência.
Tento segurar-te, sentir-te novamente em arrepio, mas o mundo me deixa tonta com meus redemoinhos embriagados, e você sempre vem como se estivesse voltando. Não quero te perder, por que tu és o que eu realmente sempre quis e o que sinto é tão forte, que me afoga de tanta beleza.
Posso acabar por morrer em mar aberto às vistas do paraíso, e ele me olhará belo com olhos de angustia e nada poderá fazer. Fui eu quem mergulhei na embriaguez de mim mesma, dos redemoinhos de meu copo vazio cheio de minha ilusão, e mexi a colher de meu pensamento cada vez mais a cada dia que passava, dissolvendo o doce na amargura, em tentação e loucura. E agora é tarde e já estou presa às águas do paraíso de tua consciência.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Crises líricas

Já que queres tanto me fazer
parte de teus capítulos
me narre agora
me amarre em fantasia de realidade
me faça sua personagem
em carne, osso e palavras
tola prisioneira do escuro paralelo
Pois sou até o ponto final
Inconsciente serva de ti
Marionetes de seus mistérios
Do louco abstrato
da pintura escandalosa
em movimento
em filmes e telas
céus e janelas
Tu me causas medo
Pelo negro que carrega em tua face
Que na verdade(suposta), nem face é
pois não se vê face alguma
apenas se escuta escura
estremecer em imaginação
Onisciente
involuntária
tu me faz iludida
faz agora
em desfecho e em começo
a respiração e expiração
de minha poesia de vida
em terceira pessoa
quando tomas conta
de meus dedos
tapando-me os ângulos
como tampas de um cavalo
mas não me contento com suas
terceiras dimensões
sei que existem pelo menos mais de seis
inquieta na prisão de
seus planos capítulos
me faço involuntária por ti
iludida de ser quem quero ser
podem até me acusar louca
mas é que eu apenas canto o que escuto
em um só compasso
a melodia esquizofrênica
que tu cantas em meus passos
que nem sei mais de quem são
Confusa sinto-me desfeita
em pedaços
entre o que penso ser e o que sou
A onda jamais se desfaz em chuvas
apenas se arrastam em ciclo
indo e vindo
da incansável força salgada
e assim me sinto
incapaz de seguir sem seguir coisa alguma
incapaz de revelar-me em chuvas de onda
Não quero apenas mãos manipulando canetas
quero canetas flutuando em letras soltas
de meu próprio alfabeto
mas sou personagem
fruto da manipulação
da inspiração asfixiada em poemas
o lírico imposto
no meu eu
s (eu) lírico
o que tenho de mim
é apenas meu pensamento
inconsciente da inconsciência
parte de teus capítulos
me narre agora
me amarre em fantasia de realidade
me faça sua personagem
em carne, osso e palavras
tola prisioneira do escuro paralelo
Pois sou até o ponto final
Inconsciente serva de ti
Marionetes de seus mistérios
Do louco abstrato
da pintura escandalosa
em movimento
em filmes e telas
céus e janelas
Tu me causas medo
Pelo negro que carrega em tua face
Que na verdade(suposta), nem face é
pois não se vê face alguma
apenas se escuta escura
estremecer em imaginação
Onisciente
involuntária
tu me faz iludida
faz agora
em desfecho e em começo
a respiração e expiração
de minha poesia de vida
em terceira pessoa
quando tomas conta
de meus dedos
tapando-me os ângulos
como tampas de um cavalo
mas não me contento com suas
terceiras dimensões
sei que existem pelo menos mais de seis
inquieta na prisão de
seus planos capítulos
me faço involuntária por ti
iludida de ser quem quero ser
podem até me acusar louca
mas é que eu apenas canto o que escuto
em um só compasso
a melodia esquizofrênica
que tu cantas em meus passos
que nem sei mais de quem são
Confusa sinto-me desfeita
em pedaços
entre o que penso ser e o que sou
A onda jamais se desfaz em chuvas
apenas se arrastam em ciclo
indo e vindo
da incansável força salgada
e assim me sinto
incapaz de seguir sem seguir coisa alguma
incapaz de revelar-me em chuvas de onda
Não quero apenas mãos manipulando canetas
quero canetas flutuando em letras soltas
de meu próprio alfabeto
mas sou personagem
fruto da manipulação
da inspiração asfixiada em poemas
o lírico imposto
no meu eu
s (eu) lírico
o que tenho de mim
é apenas meu pensamento
inconsciente da inconsciência
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Rouco desabafo
Hoje minha garganta dói muito. Não pelo tanto que falei, mas pelo pouco que reivindiquei quando necessitaram tanto de minhas palavras fortes. Talvez o medo e o susto me impediram de verbalizar bem alto aquelas injustiças. Sigo paralisada, inebriada em inércia, em autoexílio da verdade. Somente o tremor de minha mão pode gritar bem alto em papéis a agonia que sinto, rabiscando trêmulas palavras, como as linhas lentas de minha pulsação. Estou em doença crônica da realidade. Estou cansada, a vida me dói, corrói minha garganta no jorro daquelas palavras feridas engasgadas. Preciso de gritos unidos, de mãos trêmulas que apertem forte, preciso da corrente, da ciranda e de nossa canção.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Insônia do pensamento
A insônia de meu pensamento mexe e remexe sobre a cama em sonhos e palavras acordadas, escorridas em lençóis da madrugada.
Hora vem, hora vai em vão. Escorrendo pelo chão, como quem corre sem destino, logo caindo em chuvas de solidão sobre o telhado, em sons de cheiro de passado como criança brincando sobre a chuva.
Tento adormecer minha angustia hiperativa, mas não consigo. Quero tudo e nada, agora e nunca. Mas meu agora se faz nada, meu nunca mais, tudo. Não sei o que fazer, nunca soube como escolher, agora está tudo embaralhado. Confundo-me fundo, estou eu confusa sem estar? Ou confusa vou sempre ficar por confundir a paixão, da confusão e da ilusão?- Não sei, é somente o que digo quando respiro confusão. Confusa? É o que sou e ando nem mais andando de tão cansada que estou de confundir meus passos. Cansei sem cansar, em exaustos sonos em claro ao som dos galos a cantar. Em mente pesada que sobre os colchões dorme afundada, afogada.
Sinto-me perdida em fronhas, lençóis e almofadas, perdi a hora de acordar. Agora apenas te peço pensamento pare um pouco de dançar, vá ao menos cochilar, preciso do mínimo de silêncio para que possa leve levantar.
Hora vem, hora vai em vão. Escorrendo pelo chão, como quem corre sem destino, logo caindo em chuvas de solidão sobre o telhado, em sons de cheiro de passado como criança brincando sobre a chuva.
Tento adormecer minha angustia hiperativa, mas não consigo. Quero tudo e nada, agora e nunca. Mas meu agora se faz nada, meu nunca mais, tudo. Não sei o que fazer, nunca soube como escolher, agora está tudo embaralhado. Confundo-me fundo, estou eu confusa sem estar? Ou confusa vou sempre ficar por confundir a paixão, da confusão e da ilusão?- Não sei, é somente o que digo quando respiro confusão. Confusa? É o que sou e ando nem mais andando de tão cansada que estou de confundir meus passos. Cansei sem cansar, em exaustos sonos em claro ao som dos galos a cantar. Em mente pesada que sobre os colchões dorme afundada, afogada.
Sinto-me perdida em fronhas, lençóis e almofadas, perdi a hora de acordar. Agora apenas te peço pensamento pare um pouco de dançar, vá ao menos cochilar, preciso do mínimo de silêncio para que possa leve levantar.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Dos pés da loucura
Meu teto não é só concreto
É o chão estilhaçado dos pés da loucura
Em cacos espelhados pelos universos infinitos
Como estrelas florescentes
Ao céu das mentes iminentes
O teto não é o limite e sim o princípio
Sem meio e sem fim
É nuvem branca da criação
Batucada dançante de meu coração
Sonho da res-piração
Para quem caminha a ponta-pés
para fora das insensatas margens afogantes
Assinar:
Postagens (Atom)

