terça-feira, 15 de março de 2016

Bifurcações

O que é a certeza?
Existe?
A única certeza que eu tenho na vida é a minha morte.
Será isso muito pesado de afirmar? ou será que estou errada?
Estamos sempre buscando certezas na vida. Estamos sempre buscando respostas... E essas respostas tem que ser corretas, tem que ser pensadas, tem que ser apropriadas, tem que ser a escolha certa. Não é isso que nos cobram? não é isso que me cobro?
Dúvida... Como seria possível viver em uma vida só de dúvidas? Talvez não sairíamos do lugar. Estamos ali naquela bifurcação... E aí para onde seguir? Se tiver certeza de qual o atalho mais fácil e  que chegará a algum lugar bom com certeza escolheria ele, mas não sei. Vou pela intuição... Pelo coração... Existe isso? A escolha é o maior desafio dessa vida. Não podemos ter tudo, nunca, mas o que é tudo nessa vida? E o que é nunca?
Eu queria ser aquela pessoa de intuição forte, de certeza, aquela pessoa que não questiona a vida. escolhe sem saber que está escolhendo, aquela pessoa que não precisa escolher, aquela pessoa que não tem nada e o que tem é  única coisa que pode ter ou aceita isso ou não aceita nada. Ou queria ser aquela pessoa que só vê aquele caminho a seguir e nada mais te faz duvidar...Mas sou bifurcações! Nunca sou nem tudo, nem nada... Queria poder dirigir minha vida cega na certeza de que aquele é o único caminho a ser seguido.... Mas questiono, enxergo demais, sou do contra, aquariana louca... Isso me pertuba! Eu queria os dois caminhos, mas não posso, então escolho um, mas penso no outro, e fico louca entre o escolhido e o descartado, o passado e o presente, me sinto perdida em um caminho sem volta em um labirinto de bifurcações... Como pro-seguir?!

quinta-feira, 25 de junho de 2015

quarta-feira, 24 de junho de 2015

terça-feira, 23 de junho de 2015

Dias nublados me lembram algo
que esqueci
que não vivi
ou vivi?
E é tão doce
como um déjà vu...

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Me traindo

Estou me traindo
Meu eu sabe,
mas não quer acreditar...
Meu eu abafa o caso..
contanto que eu sorria para as pessoas lá fora
como se minha razão e emoção tivessem um casamento perfeito
ele aceita...

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Negativos

eu ainda espero o dia que irei encontrar uma caixa cheia de filmes negativos da minha vida, aqueles momentos que não foram revelados, aqueles momentos que apaguei da memória, que descartei, aquelas momentos que já não enxergo claramente, aqueles momentos sem cores, apenas vermelho vinho antigo...

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Pupila

O verdadeiro espelho é o dos olhos dos outros... O resto é ilusão de ótica!

domingo, 7 de dezembro de 2014

Cartas-pensamentos

Lindas são as cartas que trocamos com papéis em branco... Apenas com uma espécie de nova linguagem criada entre nós. Sem remetente e sem destinatário escritos... E o que a gente sempre diz no final em palavras brancas:
































































Sinto sua falta...





quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Engatilhar

Disparo!
Com um revólver sem munição:
Onde o vazio atinge a razão
Pra que continuar?


quinta-feira, 5 de junho de 2014

terça-feira, 29 de abril de 2014

Respirar


vai
e
vem
vem
e
vai

inspiração
respiração

chegar
e
partir

você entra
e sai
da minha vida
como o vento que respiro
.
 .
.
 .
.

Alívio!
continuo viva...
em você, em mim.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

E aquela menina de 15 anos sentada perto da janela do ônibus

naquele velho 83

sentindo o vento balançar seus cabelos

escutando sua música preferida

"don't go, say you'll stay
spend a lazy sunday in my arms
i won't take anything away..."

pensando na vida

olhando as paisagens passarem

as pessoas passarem

pensando na sua nova paixão

ainda continua viva

ainda continua voltando para casa

ainda continua esperando a música terminar....

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Ab(sinto)


Te vi no bar, de longe
embriagada
por trás do vidro transparente de meu copo
imersa em minha bebida
à procura de algo em mim

E você me observava
com  teu olhar absorto
à espera que talvez chegasse até você

E seria até interessante ouvir sua voz
até então abafada em minha bebida
mas receio tocar o até então intocável
deixar a realidade modificar a expectativa

Prefiro ficar só no olhar mudo
nas risadas da mesa de bar
e nas minhas doses suas de bebida




quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Baseado em você

Enrolei um baseado em você
pra ver se esquecia um pouco
daquele estado de sítio em que me declarei

Então você chegou
quente e tranquila
fui te respirando
te sentindo
e te desenhando naquele vento
à beira mar de meus devaneios ~~~~~

sábado, 21 de janeiro de 2012

Nada mais...

Nada mais me faz lembrar
a não ser o que esqueci

Nada mais me confunde
a não ser o que ficou claro

Nada mais me acompanha
a não ser os que foram embora

Nada mais me diz
a não ser o que calou

Nada mais me alimenta
a não ser a minha fome

Nada mais será
a não ser o que foi

Nada mais me prende
a não ser a minha fuga

Nada mais a declarar
a não ser o que não foi dito...

domingo, 20 de novembro de 2011

Um analgésico, por favor

Para remediar,
adiar,
anestesiar
fantasiar você...

E se tudo foi ilusão
que continue sendo
a minha falta de dor...

domingo, 4 de setembro de 2011

Como aquela vela acesa
apenas temporal
sou fogo e ar
Equilíbrio... 
Respirando oxigênio
mantendo o incêndio de meus
pensamentos

segunda-feira, 18 de julho de 2011

To com a sensação de que dias passaram e faz tempo que nao te vejo, seilá parece que faltei aula ou o trabalho, mas que estranho tudo continua o mesmo no calendário. O que será amor? Amor?

Uma canção do mundo...

ela apenas me deu uma caneta em meio a multidão e me disse "anda agora é a sua vez de continuar essa história" e me entregou um fone de ouvido desconectado e disse: "não se esqueça: a natureza é a energia, ela te conectará sempre ao mundo...Então apenas feche os olhos e escute a música" e em meio ao barulho tumultuado da vida cotidiana ela também me disse: "lembre-se: o tempo são as pontuações, apenas se preocupe com as palavras da nossa história..."
e com os fones de ouvidos foi possível entender: o barulho de vozes, carros, motos... eram a música! E a letra da canção quem cantava era ela, de olhos fechados com a caneta utilizada como um "microfone imaginário"  e com seus fones de ouvidos desconectados no meio da multidão, como se escrevesse toda a história do mundo com sua canção improvisada...

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Transparente

Em mim está tudo transparente
como o vidro que nos separa
visível e invisível

Existe algo que está ali
eu sei
mas não posso afirmar
muitas vezes apenas me esbarro
me machuco sozinha
percebo apenas quando chego perto
sem saber

Transparente como a  água que me embriago
me afogando no deserto
como a fumaça do meu cigarro apagado
que você acendeu com seu isqueiro
esquizofrênica como a sua voz  que canta em meus ouvidos

e por isso sigo dormindo acordada
andando parada
dormindo de ressaca
sonhando sóbria 
acordando embriagada.

terça-feira, 5 de julho de 2011

como uma pedra na correnteza

.nexo mais tem não palavras minhas
,mundo do lógica a para pois
entendida ser sem
pedra uma como
ali continuo Então

.ela por levada ser poder sem,
conrrenteza na presa sinto me ,agonizante É

.espaço e tempo em Invertida

.passado meu o futuro meu do Fazendo

.trás pra deixando estou que o somente ,indo
estou onde pra enxergar sem frente pra trás de Andando

.morremos porque entender para nascimento o buscando ,atrás voltar
querendo sempre ,começo um procurando sempre

,frente pra trás de

:assim escrevesse eu se como É

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Olhos fechados

Quando fecho meus olhos posso saber quem realmente sou: sem forma, sem cor, apenas imaginação, a essência da loucura misteriosa e infinita; por fora dos limites doloridos de meu corpo, distante dos pontos de vista.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Vazio espaço quântico entre nós

As pessoas se sentem sem se tocar, jamais nos tocaremos de fato. Apenas trocamos energia, mantemos nosso equilíbrio térmico e nos sentimos aquecidos como se existisse uma fogueira entre nós. Não queremos entrar na fogueira nem nos distanciar muito dela então apenas ficamos próximos uns dos outros. Afinal, somos átomos e jamais nos tocaremos, por isso gozamos de nos aquecer.

Mas às vezes o racional de nossos sentimentos vira loucura e é aí que nos jogamos na fogueira, desregulamos  o equilíbrio.
A fogueira é nossa reguladora de emoções: Não devemos fugir da luz nem tentar ultrapassá-la, e sim seguir sempre colocando lenha e se mantendo aquecido.

Existe um espaço vazio que transcende a existência, um espaço vazio que é preciso para movimentar a vida. O espaço que faz as coisas serem completas sem precisar de serem. O espaço em branco da imperceptível ilusão do mundo. Somos corpos físicos e vivemos próximos e aquecidos, apaixonados pelo espaço vazio que há entre nós. O espaço que faz com que continuemos juntos sem nos queimar.


domingo, 22 de maio de 2011

A concha de nosso mar

Havia água naquela música,  todos cantavam de olhos fechados deixando escapar salgadas lágrimas em um suave movimento do corpo de um lado para o outro. 
Era como o mar de dentro nós: Infinito, misterioso, indo e vindo sem parar, forte, sereno e nada predestinado; apenas fluindo...

terça-feira, 10 de maio de 2011

Comprando minha liberdade

Escrevi poesias de amor nas notas de dinheiro
Fiz uma pintura colorida de flores  nas notas de dinheiro
Fiz um barquinho nas notas de dinheiro
Picotei os pedacinhos de dinheiro e fiz uma chuva de papel
Queimei as notas e fiz uma fogueira aconchegante

Não sou doida...
era só um pedaço de papel ou não era?




quarta-feira, 13 de abril de 2011

Ilhas misteriosas

Sua chuva muda
de néctar
continua a calar
deixando-me apenas suspirar

Abranda
e goteja
navegando
por cada fio,
por cada fim...


Segue seu caminho
cega


Enchendo-me de vigores,
amores...
caminhos,
carinhos...

Construindo-me ruas
construindo-me mundos

Percorrendo-me
consumindo-me

salivando meu cheiro
salivando meu teu leito

Subindo a maré
de meu olhar
até quase me afogar

Desfrutando de cada fruto
e banhando pelos rios mamilos
naquelas ilhas misteriosas

sábado, 2 de abril de 2011

Incêndio

É difícil achar as palavras certas para o que se sente

apenas abro e fecho a porta
está tudo incendiando e eu tenho que sair, eu sei
mas não sei o que fazer, não sei onde você está

eu queria só te encontrar
te entender
me entender
me salvar
te salvar de mim

mas o que se tem
é apenas uma visão perdida
entre a fumaça e o desespero

agora me remexo sobre a madrugada
angustiada tentando entender porque você voltou a se perder em mim
e eu só quero encontrar a minha verdade em você
não quero te ferir jamais

eu já nem sei se estou misturando as bebidas
o fato é que ainda não encontrei as palavras

me sinto tateando-as no escuro
me sinto escutando-as no barulho
mesmo sendo madrugada clara e silenciosa

o fato é que você ainda incendeia meu copo de alcohol
não há saídas de emergência
a única saída é ficar

e eu poderia estar num sonho louco qualquer que a gente esquece quando acorda
mas eu estou acordada enlouquecendo e vou dormir lembrando de tudo

sábado, 12 de março de 2011

Trago

seu perfume, seu cigarro
o doce e o amargo
trago comigo
queimando meus pensamentos
embriagando meus desejos

sábado, 29 de janeiro de 2011

Ecos de sol


Lá, Sí foi a luz...

A corda afinada que nos unia
se partiu junto com você
teu violão esquecido desafina 
canções  solitárias empoeiradas
eu desatino e vou tocando o pesar

Então fecho meus olhos
como o tempo que se fecha
em chuvas e trovoadas

 Até então ouvir o som repetido de uma só corda
se acelerar cada vez mais
até parar em um estrondo
era a última nota que se partia com ecos de solidão: sol

sábado, 18 de dezembro de 2010

Alagada, interditada.

Era só
luz
água 
e reflexo
...
Na verdade
você nunca caminhou comigo
apenas caminhei sobre os poças de minha ilusão


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Não tenho mais vontade de me encontrar com ela, mas tenho vontade que ela queira me encontrar, me resgatar.... mas desta vez sem medo.
Talvez ela venha, talvez outra, talvez alguém ou talvez eu mesma....

sábado, 13 de novembro de 2010

Copo Azul

Respiro goles de café
quente e amargo
meu óculos embaça e desembaça
como um instável temporal a cada expiração

e não bebo em pequenas xícaras
bebo em grandes copos azuis
para sentir teu calor ardente
assegurado em minhas mãos

minha visão se limita apenas ao esvair do café no copo
pouco a pouco meu reflexo vai se esvaziando
dando espaço à distorcida visão azul de ti
afogada em minhas insônias

mas o forte toque do copo à mesa me diz:
não estás aqui...
Pequeno delírio azul.

sábado, 16 de outubro de 2010

Caixa Branca

Más são as grades que me deixam te ver... 
Apenas uma fria visão chuviscada de uma TV mal conectada
Uma rede jogada no fundo do mar me arrastando como peixes desesperados
Uma peneira cruel nos separando

Não gosto do vento dividido que transpassa as grades são como tiros em mim, 
o vento passa como se ali nada existisse
não há peso, não há vida, 
nem a tempestade é capaz de levar...

E eu não gosto de respirar o ar por brechas 
como um animal que se mantém conservado para uma morte futura...
Como um pássaro engaiolado que canta por liberdade...

Estou preferindo os muros que me fazem esquecer do incansável horizonte
Prefiro viver no branco das paredes e do teto
Eles se fecham....
E no escuro interior de minha caixa branca, que o vento arrasta pelo mundo...

Tão criminosa que sou 
ainda tenho vida perpétua 
em minha imaginação!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A cada página um risco, a cada capítulo uma letra...

Ela 
escreveu sua poesia na lateral de  meus livros, por cima da espessura daquele amontoado de folhas juntas e agora é difícil apagá-la de mim, pois ela não é uma simples folha que quando arrancada não faz muita diferença...

Ela é toda a minha história, todas as minhas palavras...

A cada página um risco, a cada capítulo uma letra.

Deslizo as folhas de meus livros rapidamente sobre meus dedos e vejo a poesia dela ser rapidamente formada, em poucos segundos li todas as minhas inúmeras páginas com apenas uma palavra:
Ela

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Piercing na língua

Meu alimento é apenas o anzol
sou sua presa
por isso peço
apenas jogue este anzol
que terei o prazer de mordê-lo

mesmo que seja por ilusão
desafogue minha solidão
desafogue minha sede

teu beijo será como uma respiração boca a boca
ficarei jogada na areia como um peixe sem ar
mas não importa...

meu piercing na língua é apenas a marca de tudo isso...
na verdade fui fisgada..me deixei fisgar...

mal sabem os pescadores que os peixes escolhem morrer
para sentir o oxigênio da loucura...

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Gelo

Eu só caminhava sob o gelo
o tempo inteiro deslizando sob meu reflexo

Pisava em meus pés
e meus eus dançavam
sincronizados
em uma grande coreografia

No meu norte dançava a quente consciência
no meu sul a fria ilusão

Como imã
assim era o gelo que separava e juntava as coisas