O que é a certeza?
Existe?
A única certeza que eu tenho na vida é a minha morte.
Será isso muito pesado de afirmar? ou será que estou errada?
Estamos sempre buscando certezas na vida. Estamos sempre buscando respostas... E essas respostas tem que ser corretas, tem que ser pensadas, tem que ser apropriadas, tem que ser a escolha certa. Não é isso que nos cobram? não é isso que me cobro?
Dúvida... Como seria possível viver em uma vida só de dúvidas? Talvez não sairíamos do lugar. Estamos ali naquela bifurcação... E aí para onde seguir? Se tiver certeza de qual o atalho mais fácil e que chegará a algum lugar bom com certeza escolheria ele, mas não sei. Vou pela intuição... Pelo coração... Existe isso? A escolha é o maior desafio dessa vida. Não podemos ter tudo, nunca, mas o que é tudo nessa vida? E o que é nunca?
Eu queria ser aquela pessoa de intuição forte, de certeza, aquela pessoa que não questiona a vida. escolhe sem saber que está escolhendo, aquela pessoa que não precisa escolher, aquela pessoa que não tem nada e o que tem é única coisa que pode ter ou aceita isso ou não aceita nada. Ou queria ser aquela pessoa que só vê aquele caminho a seguir e nada mais te faz duvidar...Mas sou bifurcações! Nunca sou nem tudo, nem nada... Queria poder dirigir minha vida cega na certeza de que aquele é o único caminho a ser seguido.... Mas questiono, enxergo demais, sou do contra, aquariana louca... Isso me pertuba! Eu queria os dois caminhos, mas não posso, então escolho um, mas penso no outro, e fico louca entre o escolhido e o descartado, o passado e o presente, me sinto perdida em um caminho sem volta em um labirinto de bifurcações... Como pro-seguir?!
"Sempre buscando descobrir as palavras nesse jogo lírico em que os sentimentos se cruzam e se perdem na poesia do pensamento...
terça-feira, 15 de março de 2016
sexta-feira, 19 de junho de 2015
Me traindo
Estou me traindo
Meu eu sabe,
mas não quer acreditar...
Meu eu abafa o caso..
contanto que eu sorria para as pessoas lá fora
como se minha razão e emoção tivessem um casamento perfeito
ele aceita...
Meu eu sabe,
mas não quer acreditar...
Meu eu abafa o caso..
contanto que eu sorria para as pessoas lá fora
como se minha razão e emoção tivessem um casamento perfeito
ele aceita...
quinta-feira, 16 de abril de 2015
Negativos
eu ainda espero o dia que irei encontrar uma caixa cheia de filmes negativos da minha vida, aqueles momentos que não foram revelados, aqueles momentos que apaguei da memória, que descartei, aquelas momentos que já não enxergo claramente, aqueles momentos sem cores, apenas vermelho vinho antigo...
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
domingo, 7 de dezembro de 2014
Cartas-pensamentos
Lindas são as cartas que trocamos com papéis em branco... Apenas com uma espécie de nova linguagem criada entre nós. Sem remetente e sem destinatário escritos... E o que a gente sempre diz no final em palavras brancas:
Sinto sua falta...
Sinto sua falta...
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
Engatilhar
Disparo!
Com um revólver sem munição:
Com um revólver sem munição:
Onde o vazio atinge a razão
Pra que continuar?
Pra que continuar?
quinta-feira, 5 de junho de 2014
terça-feira, 29 de abril de 2014
Respirar
vai
e
vem
vem
e
vai
inspiração
respiração
chegar
e
partir
você entra
e sai
da minha vida
como o vento que respiro
.
.
.
.
.
.
.
.
Alívio!
continuo viva...
em você, em mim.
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
E aquela menina de 15 anos sentada perto da janela do ônibus
naquele velho 83
naquele velho 83
sentindo o vento balançar seus cabelos
escutando sua música preferida
"don't go, say you'll stay
spend a lazy sunday in my arms
i won't take anything away..."
"don't go, say you'll stay
spend a lazy sunday in my arms
i won't take anything away..."
pensando na vida
olhando as paisagens passarem
as pessoas passarem
pensando na sua nova paixão
pensando na sua nova paixão
ainda continua viva
ainda continua voltando para casa
ainda continua esperando a música terminar....
terça-feira, 27 de março de 2012
sexta-feira, 23 de março de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Ab(sinto)
Te vi no bar, de longe
embriagada
por trás do vidro transparente de meu copo
imersa em minha bebida
à procura de algo em mim
E você me observava
com teu olhar absorto
à espera que talvez chegasse até você
E seria até interessante ouvir sua voz
até então abafada em minha bebida
mas receio tocar o até então intocável
deixar a realidade modificar a expectativa
Prefiro ficar só no olhar mudo
nas risadas da mesa de bar
e nas minhas doses suas de bebida
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Baseado em você
Enrolei um baseado em você
pra ver se esquecia um pouco
daquele estado de sítio em que me declarei
Então você chegou
quente e tranquila
fui te respirando
te sentindo
e te desenhando naquele vento
à beira mar de meus devaneios ~~~~~
sábado, 21 de janeiro de 2012
Nada mais...
Nada mais me faz lembrar
a não ser o que esqueci
Nada mais me confunde
a não ser o que ficou claro
Nada mais me acompanha
a não ser os que foram embora
Nada mais me diz
a não ser o que calou
Nada mais me alimenta
a não ser a minha fome
Nada mais será
a não ser o que foi
Nada mais me prende
a não ser a minha fuga
Nada mais a declarar
a não ser o que não foi dito...
a não ser o que esqueci
Nada mais me confunde
a não ser o que ficou claro
Nada mais me acompanha
a não ser os que foram embora
Nada mais me diz
a não ser o que calou
Nada mais me alimenta
a não ser a minha fome
Nada mais será
a não ser o que foi
Nada mais me prende
a não ser a minha fuga
Nada mais a declarar
a não ser o que não foi dito...
domingo, 20 de novembro de 2011
Um analgésico, por favor
Para remediar,
E se tudo foi ilusão
adiar,
anestesiar
anestesiar
fantasiar você...
E se tudo foi ilusão
que continue sendo
a minha falta de dor...
domingo, 4 de setembro de 2011
Como aquela vela acesa
apenas temporal
sou fogo e ar
Equilíbrio...
Respirando oxigênio
e mantendo o incêndio de meus
pensamentos
apenas temporal
sou fogo e ar
Equilíbrio...
Respirando oxigênio
e mantendo o incêndio de meus
pensamentos
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Uma canção do mundo...
ela apenas me deu uma caneta em meio a multidão e me disse "anda agora é a sua vez de continuar essa história" e me entregou um fone de ouvido desconectado e disse: "não se esqueça: a natureza é a energia, ela te conectará sempre ao mundo...Então apenas feche os olhos e escute a música" e em meio ao barulho tumultuado da vida cotidiana ela também me disse: "lembre-se: o tempo são as pontuações, apenas se preocupe com as palavras da nossa história..."
e com os fones de ouvidos foi possível entender: o barulho de vozes, carros, motos... eram a música! E a letra da canção quem cantava era ela, de olhos fechados com a caneta utilizada como um "microfone imaginário" e com seus fones de ouvidos desconectados no meio da multidão, como se escrevesse toda a história do mundo com sua canção improvisada...
e com os fones de ouvidos foi possível entender: o barulho de vozes, carros, motos... eram a música! E a letra da canção quem cantava era ela, de olhos fechados com a caneta utilizada como um "microfone imaginário" e com seus fones de ouvidos desconectados no meio da multidão, como se escrevesse toda a história do mundo com sua canção improvisada...
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Transparente
Em mim está tudo transparente
como o vidro que nos separa
visível e invisível
Existe algo que está ali
eu sei
mas não posso afirmar
muitas vezes apenas me esbarro
me machuco sozinha
percebo apenas quando chego perto
sem saber
Transparente como a água que me embriago
me afogando no deserto
como a fumaça do meu cigarro apagado
que você acendeu com seu isqueiro
esquizofrênica como a sua voz que canta em meus ouvidos
e por isso sigo dormindo acordada
andando parada
dormindo de ressaca
sonhando sóbria
acordando embriagada.
terça-feira, 5 de julho de 2011
como uma pedra na correnteza
.nexo mais tem não palavras minhas
,mundo do lógica a para pois
entendida ser sem
pedra uma como
ali continuo Então
.ela por levada ser poder sem,
conrrenteza na presa sinto me ,agonizante É
.espaço e tempo em Invertida
.passado meu o futuro meu do Fazendo
.trás pra deixando estou que o somente ,indo
estou onde pra enxergar sem frente pra trás de Andando
.morremos porque entender para nascimento o buscando ,atrás voltar
querendo sempre ,começo um procurando sempre
,frente pra trás de
:assim escrevesse eu se como É
,mundo do lógica a para pois
entendida ser sem
pedra uma como
ali continuo Então
.ela por levada ser poder sem,
conrrenteza na presa sinto me ,agonizante É
.espaço e tempo em Invertida
.passado meu o futuro meu do Fazendo
.trás pra deixando estou que o somente ,indo
estou onde pra enxergar sem frente pra trás de Andando
.morremos porque entender para nascimento o buscando ,atrás voltar
querendo sempre ,começo um procurando sempre
,frente pra trás de
:assim escrevesse eu se como É
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Olhos fechados
Quando fecho meus olhos posso saber quem realmente sou: sem forma, sem cor, apenas imaginação, a essência da loucura misteriosa e infinita; por fora dos limites doloridos de meu corpo, distante dos pontos de vista.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Vazio espaço quântico entre nós
As pessoas se sentem sem se tocar, jamais nos tocaremos de fato. Apenas trocamos energia, mantemos nosso equilíbrio térmico e nos sentimos aquecidos como se existisse uma fogueira entre nós. Não queremos entrar na fogueira nem nos distanciar muito dela então apenas ficamos próximos uns dos outros. Afinal, somos átomos e jamais nos tocaremos, por isso gozamos de nos aquecer.
Mas às vezes o racional de nossos sentimentos vira loucura e é aí que nos jogamos na fogueira, desregulamos o equilíbrio.
A fogueira é nossa reguladora de emoções: Não devemos fugir da luz nem tentar ultrapassá-la, e sim seguir sempre colocando lenha e se mantendo aquecido.
Existe um espaço vazio que transcende a existência, um espaço vazio que é preciso para movimentar a vida. O espaço que faz as coisas serem completas sem precisar de serem. O espaço em branco da imperceptível ilusão do mundo. Somos corpos físicos e vivemos próximos e aquecidos, apaixonados pelo espaço vazio que há entre nós. O espaço que faz com que continuemos juntos sem nos queimar.
domingo, 22 de maio de 2011
A concha de nosso mar
Havia água naquela música, todos cantavam de olhos fechados deixando escapar salgadas lágrimas em um suave movimento do corpo de um lado para o outro.
Era como o mar de dentro nós: Infinito, misterioso, indo e vindo sem parar, forte, sereno e nada predestinado; apenas fluindo...
terça-feira, 10 de maio de 2011
Comprando minha liberdade
Escrevi poesias de amor nas notas de dinheiro
Fiz uma pintura colorida de flores nas notas de dinheiro
Fiz um barquinho nas notas de dinheiro
Picotei os pedacinhos de dinheiro e fiz uma chuva de papel
Queimei as notas e fiz uma fogueira aconchegante
Não sou doida...
era só um pedaço de papel ou não era?
Fiz uma pintura colorida de flores nas notas de dinheiro
Fiz um barquinho nas notas de dinheiro
Picotei os pedacinhos de dinheiro e fiz uma chuva de papel
Queimei as notas e fiz uma fogueira aconchegante
Não sou doida...
era só um pedaço de papel ou não era?
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Ilhas misteriosas
de néctar
continua a calar
deixando-me apenas suspirar
Abranda
e goteja
navegando
por cada fio,
por cada fim...
Segue seu caminho
cega
Enchendo-me de vigores,
amores...
caminhos,
carinhos...
Construindo-me ruas
Percorrendo-me
consumindo-me
salivando meu cheiro
salivando meu teu leito
Subindo a maré
de meu olhar
até quase me afogar
Desfrutando de cada fruto
e banhando pelos rios mamilos
naquelas ilhas misteriosas
sábado, 2 de abril de 2011
Incêndio
É difícil achar as palavras certas para o que se sente
apenas abro e fecho a porta
está tudo incendiando e eu tenho que sair, eu sei
mas não sei o que fazer, não sei onde você está
eu queria só te encontrar
te entender
me entender
me salvar
te salvar de mim
mas o que se tem
é apenas uma visão perdida
entre a fumaça e o desespero
agora me remexo sobre a madrugada
angustiada tentando entender porque você voltou a se perder em mim
e eu só quero encontrar a minha verdade em você
não quero te ferir jamais
eu já nem sei se estou misturando as bebidas
o fato é que ainda não encontrei as palavras
me sinto tateando-as no escuro
me sinto escutando-as no barulho
mesmo sendo madrugada clara e silenciosa
o fato é que você ainda incendeia meu copo de alcohol
não há saídas de emergência
a única saída é ficar
e eu poderia estar num sonho louco qualquer que a gente esquece quando acorda
mas eu estou acordada enlouquecendo e vou dormir lembrando de tudo
apenas abro e fecho a porta
está tudo incendiando e eu tenho que sair, eu sei
mas não sei o que fazer, não sei onde você está
eu queria só te encontrar
te entender
me entender
me salvar
te salvar de mim
mas o que se tem
é apenas uma visão perdida
entre a fumaça e o desespero
agora me remexo sobre a madrugada
angustiada tentando entender porque você voltou a se perder em mim
e eu só quero encontrar a minha verdade em você
não quero te ferir jamais
eu já nem sei se estou misturando as bebidas
o fato é que ainda não encontrei as palavras
me sinto tateando-as no escuro
me sinto escutando-as no barulho
mesmo sendo madrugada clara e silenciosa
o fato é que você ainda incendeia meu copo de alcohol
não há saídas de emergência
a única saída é ficar
e eu poderia estar num sonho louco qualquer que a gente esquece quando acorda
mas eu estou acordada enlouquecendo e vou dormir lembrando de tudo
sábado, 12 de março de 2011
Trago
seu perfume, seu cigarro
o doce e o amargo
trago comigo
queimando meus pensamentos
embriagando meus desejos
o doce e o amargo
trago comigo
queimando meus pensamentos
embriagando meus desejos
sábado, 29 de janeiro de 2011
Ecos de sol
A corda afinada que nos unia
se partiu junto com você
teu violão esquecido desafina
canções solitárias empoeiradas
eu desatino e vou tocando o pesar
Então fecho meus olhos
como o tempo que se fecha
em chuvas e trovoadas
Até então ouvir o som repetido de uma só corda
se acelerar cada vez mais
até parar em um estrondo
era a última nota que se partia com ecos de solidão: sol
sábado, 18 de dezembro de 2010
Alagada, interditada.
Era só
luz
água
e reflexo
...
...
Na verdade
você nunca caminhou comigo
apenas caminhei sobre os poças de minha ilusão
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
sábado, 13 de novembro de 2010
Copo Azul
Respiro goles de café
quente e amargo
meu óculos embaça e desembaça
como um instável temporal a cada expiração
e não bebo em pequenas xícaras
bebo em grandes copos azuis
para sentir teu calor ardente
assegurado em minhas mãos
minha visão se limita apenas ao esvair do café no copo
pouco a pouco meu reflexo vai se esvaziando
dando espaço à distorcida visão azul de ti
afogada em minhas insônias
mas o forte toque do copo à mesa me diz:
não estás aqui...
Pequeno delírio azul.
quente e amargo
meu óculos embaça e desembaça
como um instável temporal a cada expiração
e não bebo em pequenas xícaras
bebo em grandes copos azuis
para sentir teu calor ardente
assegurado em minhas mãos
minha visão se limita apenas ao esvair do café no copo
pouco a pouco meu reflexo vai se esvaziando
dando espaço à distorcida visão azul de ti
afogada em minhas insônias
mas o forte toque do copo à mesa me diz:
não estás aqui...
Pequeno delírio azul.
sábado, 16 de outubro de 2010
Caixa Branca
Más são as grades que me deixam te ver...
Apenas uma fria visão chuviscada de uma TV mal conectada
Uma rede jogada no fundo do mar me arrastando como peixes desesperados
Uma peneira cruel nos separando
Não gosto do vento dividido que transpassa as grades são como tiros em mim,
o vento passa como se ali nada existisse
não há peso, não há vida,
nem a tempestade é capaz de levar...
E eu não gosto de respirar o ar por brechas
como um animal que se mantém conservado para uma morte futura...
Como um pássaro engaiolado que canta por liberdade...
Estou preferindo os muros que me fazem esquecer do incansável horizonte
Prefiro viver no branco das paredes e do teto
Eles se fecham....
E no escuro interior de minha caixa branca, que o vento arrasta pelo mundo...
Tão criminosa que sou
ainda tenho vida perpétua
em minha imaginação!
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
A cada página um risco, a cada capítulo uma letra...
Ela
escreveu sua poesia na lateral de meus livros, por cima da espessura daquele amontoado de folhas juntas e agora é difícil apagá-la de mim, pois ela não é uma simples folha que quando arrancada não faz muita diferença...
Ela é toda a minha história, todas as minhas palavras...
A cada página um risco, a cada capítulo uma letra.
Deslizo as folhas de meus livros rapidamente sobre meus dedos e vejo a poesia dela ser rapidamente formada, em poucos segundos li todas as minhas inúmeras páginas com apenas uma palavra:
Ela
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Piercing na língua
Meu alimento é apenas o anzol
sou sua presa
por isso peço
apenas jogue este anzol
que terei o prazer de mordê-lo
mesmo que seja por ilusão
desafogue minha solidão
desafogue minha sede
teu beijo será como uma respiração boca a boca
ficarei jogada na areia como um peixe sem ar
mas não importa...
meu piercing na língua é apenas a marca de tudo isso...
na verdade fui fisgada..me deixei fisgar...
mal sabem os pescadores que os peixes escolhem morrer
para sentir o oxigênio da loucura...
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Gelo
o tempo inteiro deslizando sob meu reflexo
Pisava em meus pés
e meus eus dançavam
sincronizados
em uma grande coreografia
No meu norte dançava a quente consciência
no meu sul a fria ilusão
Como imã
assim era o gelo que separava e juntava as coisas
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