Por favor, arranque essas fantasias que vesti em ti. Hoje eu não quero chorar do meu próprio romance, deixa isso para os leitores. Agora te quero nua na minha falta de inspiração.
"Sempre buscando descobrir as palavras nesse jogo lírico em que os sentimentos se cruzam e se perdem na poesia do pensamento...
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Um pedido da poetisa
domingo, 31 de maio de 2009
Redemoinhos de mim

Redemoinhos de mim mesma corriam fugaz, tentando descobrir lá no fundo o que realmente eu queria, qual era a verdadeira superfície de meu oceano sem fim, puxando ilusões para a dança das marés. Elas tentavam me afogar, minha consciência rodopiava, mexendo a colher no mar de meu eu, que é frio de tua ausência e escuro de teus mistérios, cirandando em triste festa ao som de seu bolero.
Então embriago-me daquele meu copo vazio, transbordado de ilusão; em grandes goles delirantes de subconsciência, quero esquecer cada vez mais de tua ausência. E entre um gole e outro você me aparece de novo, em um tombo repentino de minha consciência que se fere e chora frente aos meus olhos, e grita para meus ouvidos o que estes antes não sabiam escutar.
Tento segurar-te, sentir-te novamente em arrepio, mas o mundo me deixa tonta com meus redemoinhos embriagados, e você sempre vem como se estivesse voltando. Não quero te perder, por que tu és o que eu realmente sempre quis e o que sinto é tão forte, que me afoga de tanta beleza.
Posso acabar por morrer em mar aberto às vistas do paraíso, e ele me olhará belo com olhos de angustia e nada poderá fazer. Fui eu quem mergulhei na embriaguez de mim mesma, dos redemoinhos de meu copo vazio cheio de minha ilusão, e mexi a colher de meu pensamento cada vez mais a cada dia que passava, dissolvendo o doce na amargura, em tentação e loucura. E agora é tarde e já estou presa às águas do paraíso de tua consciência.
Tento segurar-te, sentir-te novamente em arrepio, mas o mundo me deixa tonta com meus redemoinhos embriagados, e você sempre vem como se estivesse voltando. Não quero te perder, por que tu és o que eu realmente sempre quis e o que sinto é tão forte, que me afoga de tanta beleza.
Posso acabar por morrer em mar aberto às vistas do paraíso, e ele me olhará belo com olhos de angustia e nada poderá fazer. Fui eu quem mergulhei na embriaguez de mim mesma, dos redemoinhos de meu copo vazio cheio de minha ilusão, e mexi a colher de meu pensamento cada vez mais a cada dia que passava, dissolvendo o doce na amargura, em tentação e loucura. E agora é tarde e já estou presa às águas do paraíso de tua consciência.
sábado, 25 de abril de 2009
Antes da partida

Sinto minhas unhas grandes e pontudas, como pôde eu deixar minha vida crescer tão desordenadamente? Percebo-me debruçada sobre a cama após acordar de pequenas porções de sonecas da tarde, eram rápidas, mas quando havia me dada por acordada já era noite, que sensação ruim me trouxeram em fria febre encharcada de sonhos, me deixaram febril e completamente desiludida, agora já nem sei mais que dia é hoje. Afinal, quantos segundos terão uma hora em sonho? A vida dos sonhos é mesmo desconhecida, seus segredos são tão singelos que só quem sabe são os homens bobos de amnésia. Talvez tenha mesmo passado algumas férias no mundo abaixo dos lençóis da tarde, me esquecido do abrir dos olhos.
Porque agora percebo o crescer ignorante de meu físico limitado, também como pude eu tentar dividir-me em duas "vidas"? Acabei esquecendo-me da outra parte deitada sobre a cama. Eu não tive culpa, apenas corria em alma colorida, não me lembrava do suor e da dor, da ligação entre vontade e força. Não sei mais atravessar a ponte quebrada: Não sei mais andar sem cair, me tocar sem me ferir.
É assim que me sinto: Em frouxa segurança, arrastada negligência. Como um Baobá que cresce sem limites enraizando seu mundo de um lado ao outro e se partindo. Meu mundo ainda não partira em pedaços, mas está preste a se espalhar pelos universos.
Quem sabe então, eu seja mesmo este grão de negligência colorida em mundos vizinhos, nos jardins verdes de cultivo, ou quem sabe nos desertos dos poucos perdidos. Partirei-me não para um lugar certo, nem de vez em vez, hei de partir-me em pedaços por várias terras inimagináveis.
Mas por enquanto, ainda sito-me ferir com minhas barreiras que deixei crescer. Quero tocar-me novamente, sentir em sumo a pele macia que guarda tantos fogos desconhecidos de luz e vida. Mas ainda não consigo, minhas unhas compridas me ferem, fico em desespero, nem o macio toque das mãos ao rosto e cabelos, aquele jeito involuntário de aliviar o que não se pode ver, posso fazer sem ferir-me. As barreiras me ferem, tento derrubá-las, mas apenas encho-me de arranhões, vermelhidões da separação.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Crises líricas

Já que queres tanto me fazer
parte de teus capítulos
me narre agora
me amarre em fantasia de realidade
me faça sua personagem
em carne, osso e palavras
tola prisioneira do escuro paralelo
Pois sou até o ponto final
Inconsciente serva de ti
Marionetes de seus mistérios
Do louco abstrato
da pintura escandalosa
em movimento
em filmes e telas
céus e janelas
Tu me causas medo
Pelo negro que carrega em tua face
Que na verdade(suposta), nem face é
pois não se vê face alguma
apenas se escuta escura
estremecer em imaginação
Onisciente
involuntária
tu me faz iludida
faz agora
em desfecho e em começo
a respiração e expiração
de minha poesia de vida
em terceira pessoa
quando tomas conta
de meus dedos
tapando-me os ângulos
como tampas de um cavalo
mas não me contento com suas
terceiras dimensões
sei que existem pelo menos mais de seis
inquieta na prisão de
seus planos capítulos
me faço involuntária por ti
iludida de ser quem quero ser
podem até me acusar louca
mas é que eu apenas canto o que escuto
em um só compasso
a melodia esquizofrênica
que tu cantas em meus passos
que nem sei mais de quem são
Confusa sinto-me desfeita
em pedaços
entre o que penso ser e o que sou
A onda jamais se desfaz em chuvas
apenas se arrastam em ciclo
indo e vindo
da incansável força salgada
e assim me sinto
incapaz de seguir sem seguir coisa alguma
incapaz de revelar-me em chuvas de onda
Não quero apenas mãos manipulando canetas
quero canetas flutuando em letras soltas
de meu próprio alfabeto
mas sou personagem
fruto da manipulação
da inspiração asfixiada em poemas
o lírico imposto
no meu eu
s (eu) lírico
o que tenho de mim
é apenas meu pensamento
inconsciente da inconsciência
parte de teus capítulos
me narre agora
me amarre em fantasia de realidade
me faça sua personagem
em carne, osso e palavras
tola prisioneira do escuro paralelo
Pois sou até o ponto final
Inconsciente serva de ti
Marionetes de seus mistérios
Do louco abstrato
da pintura escandalosa
em movimento
em filmes e telas
céus e janelas
Tu me causas medo
Pelo negro que carrega em tua face
Que na verdade(suposta), nem face é
pois não se vê face alguma
apenas se escuta escura
estremecer em imaginação
Onisciente
involuntária
tu me faz iludida
faz agora
em desfecho e em começo
a respiração e expiração
de minha poesia de vida
em terceira pessoa
quando tomas conta
de meus dedos
tapando-me os ângulos
como tampas de um cavalo
mas não me contento com suas
terceiras dimensões
sei que existem pelo menos mais de seis
inquieta na prisão de
seus planos capítulos
me faço involuntária por ti
iludida de ser quem quero ser
podem até me acusar louca
mas é que eu apenas canto o que escuto
em um só compasso
a melodia esquizofrênica
que tu cantas em meus passos
que nem sei mais de quem são
Confusa sinto-me desfeita
em pedaços
entre o que penso ser e o que sou
A onda jamais se desfaz em chuvas
apenas se arrastam em ciclo
indo e vindo
da incansável força salgada
e assim me sinto
incapaz de seguir sem seguir coisa alguma
incapaz de revelar-me em chuvas de onda
Não quero apenas mãos manipulando canetas
quero canetas flutuando em letras soltas
de meu próprio alfabeto
mas sou personagem
fruto da manipulação
da inspiração asfixiada em poemas
o lírico imposto
no meu eu
s (eu) lírico
o que tenho de mim
é apenas meu pensamento
inconsciente da inconsciência
quarta-feira, 4 de março de 2009
Alternativa: Inconstantes
Sou o ou, ás vezes talvez, ou até um dia quem sabe... Por que não?
segunda-feira, 2 de março de 2009
Realidade?

A realidade é um delírio próprio da consciência humana de cada um, seja ela enforcada ou não pela camisa de forças do senso comum.
domingo, 1 de março de 2009
Vezes "às vezes"
“Às vezes” não tem vez, são sempre vezes sempre, às vezes ruim, às vezes bom vezes infinito enquanto respiro e pulso batidas de momentos. Momentos vezes felizes, vezes aflitos... Cansa-me as vezes desse passo certo logo tropeçado e do caminho colorido logo escurecido. Cansei-me do cair e levantar, do chorar e rir, da culpa e da paz que vem tão rápida, várias vezes de uma só vez.
Cansei-me dessa vida montanhosa, hora alta, hora baixa.
Hoje me cansei e escrevo cansada de escrever minhas vezes, mas sei que daqui a pouco, talvez no próximo minuto, estarei novamente em pé e crente não mais cair, pois esqueço cada queda quando me levanto, é como uma amnésia de queda. Assim que me levanto, vejo tudo apenas como um novo caminho necessário para subir mais alto.
Talvez no fim dessa frase, já nem me lembre mais dessa vez e fique bem...
Cansei-me dessa vida montanhosa, hora alta, hora baixa.
Hoje me cansei e escrevo cansada de escrever minhas vezes, mas sei que daqui a pouco, talvez no próximo minuto, estarei novamente em pé e crente não mais cair, pois esqueço cada queda quando me levanto, é como uma amnésia de queda. Assim que me levanto, vejo tudo apenas como um novo caminho necessário para subir mais alto.
Talvez no fim dessa frase, já nem me lembre mais dessa vez e fique bem...
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Rouco desabafo
Hoje minha garganta dói muito. Não pelo tanto que falei, mas pelo pouco que reivindiquei quando necessitaram tanto de minhas palavras fortes. Talvez o medo e o susto me impediram de verbalizar bem alto aquelas injustiças. Sigo paralisada, inebriada em inércia, em autoexílio da verdade. Somente o tremor de minha mão pode gritar bem alto em papéis a agonia que sinto, rabiscando trêmulas palavras, como as linhas lentas de minha pulsação. Estou em doença crônica da realidade. Estou cansada, a vida me dói, corrói minha garganta no jorro daquelas palavras feridas engasgadas. Preciso de gritos unidos, de mãos trêmulas que apertem forte, preciso da corrente, da ciranda e de nossa canção.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Insônia do pensamento
A insônia de meu pensamento mexe e remexe sobre a cama em sonhos e palavras acordadas, escorridas em lençóis da madrugada.
Hora vem, hora vai em vão. Escorrendo pelo chão, como quem corre sem destino, logo caindo em chuvas de solidão sobre o telhado, em sons de cheiro de passado como criança brincando sobre a chuva.
Tento adormecer minha angustia hiperativa, mas não consigo. Quero tudo e nada, agora e nunca. Mas meu agora se faz nada, meu nunca mais, tudo. Não sei o que fazer, nunca soube como escolher, agora está tudo embaralhado. Confundo-me fundo, estou eu confusa sem estar? Ou confusa vou sempre ficar por confundir a paixão, da confusão e da ilusão?- Não sei, é somente o que digo quando respiro confusão. Confusa? É o que sou e ando nem mais andando de tão cansada que estou de confundir meus passos. Cansei sem cansar, em exaustos sonos em claro ao som dos galos a cantar. Em mente pesada que sobre os colchões dorme afundada, afogada.
Sinto-me perdida em fronhas, lençóis e almofadas, perdi a hora de acordar. Agora apenas te peço pensamento pare um pouco de dançar, vá ao menos cochilar, preciso do mínimo de silêncio para que possa leve levantar.
Hora vem, hora vai em vão. Escorrendo pelo chão, como quem corre sem destino, logo caindo em chuvas de solidão sobre o telhado, em sons de cheiro de passado como criança brincando sobre a chuva.
Tento adormecer minha angustia hiperativa, mas não consigo. Quero tudo e nada, agora e nunca. Mas meu agora se faz nada, meu nunca mais, tudo. Não sei o que fazer, nunca soube como escolher, agora está tudo embaralhado. Confundo-me fundo, estou eu confusa sem estar? Ou confusa vou sempre ficar por confundir a paixão, da confusão e da ilusão?- Não sei, é somente o que digo quando respiro confusão. Confusa? É o que sou e ando nem mais andando de tão cansada que estou de confundir meus passos. Cansei sem cansar, em exaustos sonos em claro ao som dos galos a cantar. Em mente pesada que sobre os colchões dorme afundada, afogada.
Sinto-me perdida em fronhas, lençóis e almofadas, perdi a hora de acordar. Agora apenas te peço pensamento pare um pouco de dançar, vá ao menos cochilar, preciso do mínimo de silêncio para que possa leve levantar.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Dos pés da loucura
Meu teto não é só concreto
É o chão estilhaçado dos pés da loucura
Em cacos espelhados pelos universos infinitos
Como estrelas florescentes
Ao céu das mentes iminentes
O teto não é o limite e sim o princípio
Sem meio e sem fim
É nuvem branca da criação
Batucada dançante de meu coração
Sonho da res-piração
Para quem caminha a ponta-pés
para fora das insensatas margens afogantes
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Precisamente o incerto
Edifica-me assim em ruas irregulares, passos incertos, olhar de mistério, idéias de retalhos. Eu não preciso de seu caminho concreto, de seu porto seguro, não preciso de seus holofotes gigantes e de seus faróis inseguros. Preciso da metamorfose do escuro, da cor da imaginação e eu não preciso precisamente do que esperam. Preciso da dúvida e do mistério, do risco e da adrenalina de pular em hemisférios com pés firmes na ousadia de atingir em sumo a loucura do que é ser.
Preciso cantar em números embaralhados o tempo que a de vir, como as páginas soltas dos livros em que conheci. Preciso da bandeira de cada vida em que me descobri, turistar para sempre em rumo sem direção. Sem precisar do teu relógio nem da tua bússola, a minha busca é pelo inexato, preciso apenas do tempo como o sol e a lua a vir sem hora pra chegar e a sair sem hora pra esperar. E nada mais importa, pois sempre é tarde para se descobrir, mas nunca para se redesdescobrir.
Preciso cantar em números embaralhados o tempo que a de vir, como as páginas soltas dos livros em que conheci. Preciso da bandeira de cada vida em que me descobri, turistar para sempre em rumo sem direção. Sem precisar do teu relógio nem da tua bússola, a minha busca é pelo inexato, preciso apenas do tempo como o sol e a lua a vir sem hora pra chegar e a sair sem hora pra esperar. E nada mais importa, pois sempre é tarde para se descobrir, mas nunca para se redesdescobrir.
sábado, 31 de janeiro de 2009
O azul de norte a sul

No limiar daquele oceano
ilha azul do infinito
boio perdida sobre o atlântico
Meus olhos afogados desabrocham algas
rodopiando em minha visão como um caleidoscópio natural.
O azul é o limite
de um norte a sul infinito
entre o mar e o céu conciliados em liberdade
A maré sobe em meu pensamento
a tempestade inundou a cidade
Os peixes passeiam pelos shoppings
invadem os prédios
Tolo mundo submarino
agora as nuvens boiam sobre o mar
e eu nado até o céu
"Terra planeta água"
uma gota de lágrima do universo.
Onde será que estamos?
Estamos escorrendo sobre a face escura misteriosa?
Ou estamos flutuando em chuvas de imaginações cientificas?
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Das brechas de nossa janela
Assim sem nenhum parágrafo, sem letra maiúscula e sem qualquer introdução você veio. Apenas de frases em seqüências por trás de janelas misteriosas onde nos encantávamos, cantávamos, víamos o tempo passar e juntas o sol nascer.
Eu te tocava distante, mas tão perto em escuras letras quadradas, no teclar dos teclados como se compusesse nossa melodia e logo ouvia os aplausos vivos de nossos corações, de nossa íntima energia a cabo interligados e sempre conectados. Viajávamos em bossa e poemas, bobagens, fofocas e irônicas declarações de amor. Estávamos mas perto do que imaginávamos. Nossos pensamentos nos ligavam, nossas imagens, nossos nomes, nossas cores, nossas palavras. Tudo se misturava em um oceano de sensações: Frio, calor, insônia, ânsia...
Sentadas de frente a janela, contemplávamos uma a outra em olhares vulgares porém tímidos. Nos conhecíamos em cada milímetro de nossa face, em cada olhar fixo sentíamos as palavras nos afetarem agudo acariciando o desejo de nos tocarmos. E então viajávamos em desejos virtuais. Sendo tarde, o mundo nos levava a cama e eu ia dormir com você em meu pensamento, gozando lembranças de suas doces palavras. E em um segundo dormia com os anjos, sonhava com você. E era sempre assim, um começo sem começo e um fim sem fim. Não havia história, tu eras a história. Penso em ter dado um ponto final, pois a ausência de nossas palavras misturadas em cor de paixão e encostada em janela amarela, logo ao nascer do sol me dói profundo. Corta-me a garganta esse silêncio absoluto e me faz por dentro gritar e em saudades esperar.
Esperar novos parágrafos irregulares, um novo olhar castanho me esperando em janela ensolarada para que eu possa de novo conhecer o seu lar. Ninguém surgiu como você em mim. A nossa música ainda toca no rádio e em meu pensamento... Minha linda flor, meu jasmim será... Meus melhores beijos serão seus...Todos a cantam como se sussurrassem nossos poucos momentos juntos. Poucos sim, mas grandiosamente significantes. Sim, mas vivos em sonhos e pensamentos do que em pele e arrepios.
Mas ainda te espero nas brechas de nossa janela fechada. Pois tu ainda continuas sendo minha inspiração, o que ainda resta de minha romântica poesia.
Eu te tocava distante, mas tão perto em escuras letras quadradas, no teclar dos teclados como se compusesse nossa melodia e logo ouvia os aplausos vivos de nossos corações, de nossa íntima energia a cabo interligados e sempre conectados. Viajávamos em bossa e poemas, bobagens, fofocas e irônicas declarações de amor. Estávamos mas perto do que imaginávamos. Nossos pensamentos nos ligavam, nossas imagens, nossos nomes, nossas cores, nossas palavras. Tudo se misturava em um oceano de sensações: Frio, calor, insônia, ânsia...
Sentadas de frente a janela, contemplávamos uma a outra em olhares vulgares porém tímidos. Nos conhecíamos em cada milímetro de nossa face, em cada olhar fixo sentíamos as palavras nos afetarem agudo acariciando o desejo de nos tocarmos. E então viajávamos em desejos virtuais. Sendo tarde, o mundo nos levava a cama e eu ia dormir com você em meu pensamento, gozando lembranças de suas doces palavras. E em um segundo dormia com os anjos, sonhava com você. E era sempre assim, um começo sem começo e um fim sem fim. Não havia história, tu eras a história. Penso em ter dado um ponto final, pois a ausência de nossas palavras misturadas em cor de paixão e encostada em janela amarela, logo ao nascer do sol me dói profundo. Corta-me a garganta esse silêncio absoluto e me faz por dentro gritar e em saudades esperar.
Esperar novos parágrafos irregulares, um novo olhar castanho me esperando em janela ensolarada para que eu possa de novo conhecer o seu lar. Ninguém surgiu como você em mim. A nossa música ainda toca no rádio e em meu pensamento... Minha linda flor, meu jasmim será... Meus melhores beijos serão seus...Todos a cantam como se sussurrassem nossos poucos momentos juntos. Poucos sim, mas grandiosamente significantes. Sim, mas vivos em sonhos e pensamentos do que em pele e arrepios.
Mas ainda te espero nas brechas de nossa janela fechada. Pois tu ainda continuas sendo minha inspiração, o que ainda resta de minha romântica poesia.
sábado, 3 de janeiro de 2009
À esquina dos ventos
À esquina dos ventos
Atraiu minha distração
Em um segundo
Afetou-me agudo
Respiro-te em multidão
Piro no perfume de delírios
De teu calor doce-amargo
Misturado em turbilhão
Piro em idílio
Como éter na mente
querer-te
res
pirar-te
Para sempre
Sinto-te fria em meu peito
Estremecer em fuga para fora de meus anseios
Tento segurar-te em essência
Tarde demais
Você já se espalhou
Por universos distantes
Atraiu minha distração
Em um segundo
Afetou-me agudo
Respiro-te em multidão
Piro no perfume de delírios
De teu calor doce-amargo
Misturado em turbilhão
Piro em idílio
Como éter na mente
querer-te
res
pirar-te
Para sempre
Sinto-te fria em meu peito
Estremecer em fuga para fora de meus anseios
Tento segurar-te em essência
Tarde demais
Você já se espalhou
Por universos distantes
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Um novo primeiro nascer
Em um deslize involuntário aqui estou eu, escorregando rapidamente em linha do tempo. Cada decida me aumenta mais o frio na barriga, estou embarcada em uma longa viagem sem volta. O mistério é a única hipótese de destino e só o tempo desvendará.
As "linhas da vida" marcadas na palma de minha mão, as cicatrizes das quedas que levei quando criança, cartinhas de amor e flores recebidas com carinho, as fotos fazendo caretas com meu pai, filmagens do meu aniversário de 4 anos, o perfume de um abraço carinhoso, o cheiro da lancheira do maternal, as vozes de crianças cantando a musiquinha "meu lanchinho" na hora do intervalo, o dia do primeiro beijo com a pessoa amada, o cheiro de café da manhã na casa de meus avós, o sorriso e o abraço de meu avô, as mãos de minha bisavó apalpando as minhas, as tantas risadas dadas com minha mãe, as tantas brincadeiras com minha irmã, entre outras tantas lembranças guardadas em melancolias... Tudo escorregou tão rápido deslizando em memória viva. E o ciclo do tempo continua: Futuro se transforma em presente, presente se transforma em passado, passado se transforma em lembrança. Tempo é vida e se dá entre sucessões invariáveis, e assim vou vivendo, me transformando a cada segundo.
E hoje é ultimo dia de mais um ano de minha vida. Um pôr de um mais um velho sol e a espera de mais um novo e primeiro nascer de lembranças, presentes e esperanças de novas iluminadas manhãs. Mais uma fatia de tempo, novas expectativas do misterioso novo ciclo tempo. Reflexões e crenças se misturam na vontade e ansiedade de mais uma vez passear com o tempo para mais um ano novo. Mas o tempo é misterioso, enganador, parece passar cada vez mais rápido, parece que os anos estão cada vez querendo chegar a anos-luz. Será o tempo que quer ultrapassar da gente, ou a gente do tempo?- Não sei.
Os números se tornam tempo, e eu não agüento mais essa relação, queria poder ter meu próprio tempo e calendário, já mandei várias vezes meu relógio a relojoaria para concertar pois meu não anda funcionando muito bem, as horas passam muito rápido, mas todos sempre insistem em dizer que estou enganada que ele esta normal, é, acho que os relojoeiros não são os senhores do tempo, talvez eu que esteja realmente um pouco caótica em relação a isso. Mas enfim, que venha novamente os apressadinhos números, dias, meses, anos... E que se transformem em datas significantes e inesquecíveis.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
"Amar é crucificar-se em braços alheios" será?...
Vendo um documentário, em um momento escapou essa frase de uma das cenas: "amar é crucificar-se em braços alheios" e ela ficou em minha memória. Com tudo o que já vivi, as paixões passadas, as pessoas que amo, a dor e o sofrimento da vida. Então pensei na paixão.
Por que se apaixonar? - Apaixonar é crucificar-se em braços alheios, é coroar-se em aliança de espinhos, é atirar pedras em nosso próprio coração... Sabemos de tudo isso, mas é algo que não se pode enxergar, algo que sentimos no fundo, que mexe e remexe nosso estomago, algo como um sadomasoquismo espiritual que nos enche de vontades e desejos. E percebemos que mesmo a paixão nos fazendo sangrar, queremos viver aquela paixão. Pois não nos apaixonamos apenas pelo sofrimento, mas sim pela certeza de seu sempre e milagroso bem que o faz. Bem esse que sempre sentimos dentro de nós involuntariamente e nos dá forças pra aguentar qualquer dor.
Então logo associei que a vida é a nossa mais pura paixão e muitas vezes nem nos damos conta disso. Por que estamos vivos? o que nos dá força para isso? - É que a vida é realmente apaixonante, nos apaixonamos por ela ao virarmos seres, é um delírio apaixonado, um purgatório transbordante, isso é a vida. Todos nascemos e morremos pela vida, por amor, por paixão... Sofremos sim. Mas sabemos que se abrirmos nossos corações... A luz reinará em nós e de qualquer forma o amor ressucitará, sem dor, e viverá para sempre em nossos corações, nos corações de quem por aqui ficou, e tornaremos parte dessa essencia exótica e delirante que nos faz respirar e pirar apaixonadamente em cada 24 hrs de nossas vidas.
Por que se apaixonar? - Apaixonar é crucificar-se em braços alheios, é coroar-se em aliança de espinhos, é atirar pedras em nosso próprio coração... Sabemos de tudo isso, mas é algo que não se pode enxergar, algo que sentimos no fundo, que mexe e remexe nosso estomago, algo como um sadomasoquismo espiritual que nos enche de vontades e desejos. E percebemos que mesmo a paixão nos fazendo sangrar, queremos viver aquela paixão. Pois não nos apaixonamos apenas pelo sofrimento, mas sim pela certeza de seu sempre e milagroso bem que o faz. Bem esse que sempre sentimos dentro de nós involuntariamente e nos dá forças pra aguentar qualquer dor.
Então logo associei que a vida é a nossa mais pura paixão e muitas vezes nem nos damos conta disso. Por que estamos vivos? o que nos dá força para isso? - É que a vida é realmente apaixonante, nos apaixonamos por ela ao virarmos seres, é um delírio apaixonado, um purgatório transbordante, isso é a vida. Todos nascemos e morremos pela vida, por amor, por paixão... Sofremos sim. Mas sabemos que se abrirmos nossos corações... A luz reinará em nós e de qualquer forma o amor ressucitará, sem dor, e viverá para sempre em nossos corações, nos corações de quem por aqui ficou, e tornaremos parte dessa essencia exótica e delirante que nos faz respirar e pirar apaixonadamente em cada 24 hrs de nossas vidas.
domingo, 7 de dezembro de 2008
Madrugada
Silêncio!
É madrugada Forjada
A mente coberta e calada
Canta em pensamento
Escutando o silêncio
Levanta sonâmbula e dança
Com bêbados sonhos infinitos
Sambando pelas madrugadas
Pulando em universos
De verso em verso
Mas repentinamente
afundada em recesso
amnésia de seus versos
Ó Madre madrugada
É uma pena
Tantas estrelas abraçadas
Alegrias sambadas
Logo esquecidas
Em ressaca ensolarada
É madrugada Forjada
A mente coberta e calada
Canta em pensamento
Escutando o silêncio
Levanta sonâmbula e dança
Com bêbados sonhos infinitos
Sambando pelas madrugadas
Pulando em universos
De verso em verso
Mas repentinamente
afundada em recesso
amnésia de seus versos
Ó Madre madrugada
É uma pena
Tantas estrelas abraçadas
Alegrias sambadas
Logo esquecidas
Em ressaca ensolarada
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
A próxima página, ...
A próxima página, sempre a próxima página... Ele passa as mãos em seus cabelos entrelaçando entre seus dedos, ajeita seu óculos com seu dedo indicador, olha para o teto respirando fundo. Pensativo, acaricia rapidamente sua barba e passa para próxima página: 1, 2, 3, 4,..., 65,..., 100,... , 335... Assim vai desvendando o mistério por trás daquelas palavras pretas enfileiradas, por trás daqueles números amontoadores de passado. Explodia cartuchos e nadava em tinta preta. Atolava em impressões e enlouquecia impressoras. Amassava e jogava em chão gelado idéias embrulhadas desvairadas. Estava correndo entre mundos gramaticalmente encenados. As palavras atuavam por si só em códigos, mudas e congeladas em papéis, mas, gritantes e frenéticas em mentes atores-telespectadores. Nenhuma história era igual, as palavras são códigos, cada um lia com seus próprios significados... O mundo é um círculo mutável imaginário. Façamos uma festa! Uma fogueira ao centro, cantaremos canções, daremos gargalhadas e assim a ciranda da vida tornará dançante e explodirão luzes coloridas, pássaros e anjos pelos céus. Acordaremos e sonharemos, dormiríamos acordados... E as páginas passam, passam, passam...Cada vez mais rápidas em atrito com a próxima página fazendo um barulho rangente como ondas se arrastando em areias e conchas. Páginas e ondas sempre possuídas pelo ir e vir de uma força desconhecida, infinita. Um Incansável fluxo, talvez seja a vida. Mas o que tem por trás de ondas incansáveis e páginas viradas codificadas? O que você enxerga?
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Identidade temporária
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Devaneios navegados
ps. "Como pode alguém se afogar 'navegando na internet' ?Talvez um vírus, um cabo desconectado, um link que nao deveria ser clicado possam fazer isso, mas comigo não foi só isso, na verdade foi o 'amor virtual' mesmo que causou uma tempestade no meu navegador... Poisé, aconteceu comigo acredite, consigui me afogar em uma paixão virtual... e sonhando! (risos)
Mas enfim, aqui estou eu; viva, para contar essa história inspiradora que sonhei em forma de poesia..."
Navegando pelas correntes
de suas idéias elétrica-mentes transcendentais
que tombam desde de seus fios de cabelos
até seus mais puros devaneios
CaM
Ba
LEi
O
nas tempestades elétricas
de suas informações
e em goles afogados
te bebo desesperadamente
sassiando a sede osmótica de nossos sentimentos
tentando restaurar nosso equilíbrio
daquela energia que nos conectava
tarde demais
meu sonho exaltado
agora voa meio a meros reais
acordo tossindo
goles de ar e nada mais...
Mas enfim, aqui estou eu; viva, para contar essa história inspiradora que sonhei em forma de poesia..."
Navegando pelas correntes
de suas idéias elétrica-mentes transcendentais
que tombam desde de seus fios de cabelos
até seus mais puros devaneios
CaM
Ba
LEi
O
nas tempestades elétricas
de suas informações
e em goles afogados
te bebo desesperadamente
sassiando a sede osmótica de nossos sentimentos
tentando restaurar nosso equilíbrio
daquela energia que nos conectava
tarde demais
meu sonho exaltado
agora voa meio a meros reais
acordo tossindo
goles de ar e nada mais...
domingo, 24 de agosto de 2008
Prantos de narciso
Mascaradas alegrias
contornam teus olhos
tornando-os únicos mistérios
que de ti posso ver
Pois o que de ti resta é
apenas fantasia
Tua pele ardente macia
bordando estreladas utopias
E em minha rua o carnaval é eterno
e lá te enxergo claramente nua
como uma velha cega
Tu por lá andas
cantarolando e
desfilando entre sambas
ao som de trompetes
que de teu sorriso
fazem chover confetes
Só eu te enxergo clara e incerta
te escolho e te visto
te visto de mistérios
abotoados adultérios
Meu bem se tu soubesse
como te quero...
Quero-me para ti
te quero para mim
trilhar por tuas ilusórias
trajetórias de teu corpo-fantasia
Porém minha mente te mente...
Tu és minha imaginação
tu me és, paixão
fruto de minha criação
Nosso amor é impossível
pois me ter em ti já é um vício
por isso me afogo em prantos de Narciso...
contornam teus olhos
tornando-os únicos mistérios
que de ti posso ver
Pois o que de ti resta é
apenas fantasia
Tua pele ardente macia
bordando estreladas utopias
E em minha rua o carnaval é eterno
e lá te enxergo claramente nua
como uma velha cega
Tu por lá andas
cantarolando e
desfilando entre sambas
ao som de trompetes
que de teu sorriso
fazem chover confetes
Só eu te enxergo clara e incerta
te escolho e te visto
te visto de mistérios
abotoados adultérios
Meu bem se tu soubesse
como te quero...
Quero-me para ti
te quero para mim
trilhar por tuas ilusórias
trajetórias de teu corpo-fantasia
Porém minha mente te mente...
Tu és minha imaginação
tu me és, paixão
fruto de minha criação
Nosso amor é impossível
pois me ter em ti já é um vício
por isso me afogo em prantos de Narciso...
domingo, 3 de agosto de 2008
Absurdo é o fruto
Gorjeando seus prazeres
fazendo de dois
apenas um só ser
um só gemer
Do fruto surdo-absurdo
piscavam em júbilo
formigando fantasias
palpitando alegrias
Despiam receios
em ânsia de se perder
para sempre
nus em seios
semeando
semens
dissolviam-se
em cheias veias
amamentavam ceias
ao qual junto saboreias
e dançam em seita
suas próprias receitas
organizam
em fileiras
e desorganizam
em desordem alheias
contínuo e uniforme
em êxtase contingente
andavam rápido-lento
forjando fulgores
calores
dores-amores
Controlando o já descontrolado
transpiravam
e sentiam o mundo tocá-los
fino e leve
agudo e profundo
E em ócio transbordam
agora feitos e satisfeitos
E chegam a mais um
fim sem fim
de mais uma ânsia
da exuberância
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Grito íntimo
Daquele ruído de vozes jamais roucas
se fazem gritarias íntimas
algazarras verbais
e porções de palavras
que sossegam ao escuro fundo
de meus sintonizados
pensamentos de mundo
se fazem gritarias íntimas
algazarras verbais
e porções de palavras
que sossegam ao escuro fundo
de meus sintonizados
pensamentos de mundo
domingo, 27 de julho de 2008
Pelo avesso
Ronca a sinfonia
de delírios surreais
de sonhos compulsivos
ronca aquele ronco estrondo
Fino começo
que roda pelo avesso
Pela grave melo-dia
meio-dia
meia-noite
Mal chegada a madrugada
dorme o corpo
e dança a alma
Requebrando em cada quebra
saltitando e
palpitando por meras
quimeras
Aquele ronco que
respira vida-delírio
Fere leve
cada porção de silêncios
de aurora
cada palavra
de sua amada-sonhada
sinfonia de sonhos-alegria
de delírios surreais
de sonhos compulsivos
ronca aquele ronco estrondo
Fino começo
que roda pelo avesso
Pela grave melo-dia
meio-dia
meia-noite
Mal chegada a madrugada
dorme o corpo
e dança a alma
Requebrando em cada quebra
saltitando e
palpitando por meras
quimeras
Aquele ronco que
respira vida-delírio
Fere leve
cada porção de silêncios
de aurora
cada palavra
de sua amada-sonhada
sinfonia de sonhos-alegria
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Ladeira
Decendo à beira da ladeira
eu vou rolando as estribeiras
eu vou chegando ao fim-início
de um único-infinito
comício de ir e vir
descer e subir
nascer e partir
eu vou rolando as estribeiras
eu vou chegando ao fim-início
de um único-infinito
comício de ir e vir
descer e subir
nascer e partir
terça-feira, 8 de julho de 2008
somos
Simples
Mentes que mentem
Incógnitas de nós mesmos
Escondidos do próprio submundo
Algo algo
Algo alguém
Uma coisa
Uma mera
Uma era
Uma coincidência
Um acaso do descaso
Um nada repleto
Sabem sem nada saber
Idas e vindas de vidas
vivemos e vemos
nus e ingênuos
"ingênios" de nós mesmos
domingo, 29 de junho de 2008
Ando
ando
tropess
ando
esbarr
ando
cambale
ando
ando
pelos cantos
que soam
prantos
que
es
correm
encantos
de seus fartos
lábios
ando
me desperdiç
ando
enfeitiç
ando
me embebed
ando
me envenen
ando
de seu encanto
ando
me embebed
ando
de nosso pranto
ando
me embebed
ando
de você.
tropess
ando
esbarr
ando
cambale
ando
ando
pelos cantos
que soam
prantos
que
es
correm
encantos
de seus fartos
lábios
ando
me desperdiç
ando
enfeitiç
ando
me embebed
ando
me envenen
ando
de seu encanto
ando
me embebed
ando
de nosso pranto
ando
me embebed
ando
de você.
terça-feira, 24 de junho de 2008
Paixão a mais
Corra
trans c o rra...
inunda meus pensamentos
transborda meus sentimentos
me espalhe pelos mares
ares
além-mares
façamo-nos juntos
seres transbordantes,
apaixonantes.
trans c o rra...
inunda meus pensamentos
transborda meus sentimentos
me espalhe pelos mares
ares
além-mares
façamo-nos juntos
seres transbordantes,
apaixonantes.
domingo, 22 de junho de 2008
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Nossos dias de ontem
Um dia,
você
pa
s
s ou
em meu dia
Mas, aquele dia hoje, é o amanhã de ontem.
Aquele dia hoje mudou o ontem,
matou despercebido o ontem.
Hoje,
meu ontem sangrou lembranças.
Aquele belo dia,
hoje já é outro dia.
você
pa
s
s ou
em meu dia
Mas, aquele dia hoje, é o amanhã de ontem.
Aquele dia hoje mudou o ontem,
matou despercebido o ontem.
Hoje,
meu ontem sangrou lembranças.
Aquele belo dia,
hoje já é outro dia.
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Ordinário universo
...E assim se fez aquele meu
pequeno e peculiar universo
repleto das ordinárias paredes que me cercam
caladas e obstinadas.
Paredes que me guardam como algo precioso
como um frágil frasco
preste a se quebrar.
No branco do teto se movem minhas nuvens
e da lâmpada se acende meu sol
eu não estou sozinha, estou protegida.
Penso em abrir a porta
mas não sei
hesito, tenho medo do que pode estar por trás das frias paredes...
pequeno e peculiar universo
repleto das ordinárias paredes que me cercam
caladas e obstinadas.
Paredes que me guardam como algo precioso
como um frágil frasco
preste a se quebrar.
No branco do teto se movem minhas nuvens
e da lâmpada se acende meu sol
eu não estou sozinha, estou protegida.
Penso em abrir a porta
mas não sei
hesito, tenho medo do que pode estar por trás das frias paredes...
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
sábado, 17 de novembro de 2007
A metamorfose do escuro
Ela realmente estava cansada de enxergar, seus olhos imóveis e atentos tremiam, ela não agüentava mais. Então fechou seus olhos e em um único piscar, todas as imagens sumiram, todas as cores desapareceram e assim surgiu a escuridão que para ela, era o seu maior refúgio.
Em meio ao escuro seus olhos se acalmam e ela escutava vários cochichos que antes nunca havia escutado. Eram tantos cochichados ao mesmo tempo, que pareciam gritos aos seus ouvidos e isso a atormentava.
Totalmente incerta do que realmente estava acontecendo, suas interpretações eram totalmente diferentes.
Então em meio a um negrume de incertezas, se inicia a metamorfose do escuro.
que se transformava a partir de sua imaginação. Do preto surgiram cores e da mistura de cores, surgiram outras cores... E das cores surgem as formas e das formas surgem os movimentos...
Estava tudo ali, e ela assistia a tudo como queria que fosse, como a sua imaginação havia transformado, ela agora da cor e forma aos cochichos.
E sem nem perceber, ali estava... Vestida e enrolada num paradoxo que a enlouquece.
Explosões de tintas e formas! Ela se perde nas cores e nas formas surreais, entre a sua imaginação e a realidade, na sua mistura de cores e nos cochichados lá fora.
Não sabe mais o que é real, não sabe mais quais são as cores verdadeiras, nem quais são as formas verdadeiras.
Ela realmente não gostava da realidade, apenas fechou seus olhos a procura de um refúgio e do escuro deu espaço a sua imaginação, a sua ilusão.
Mas agora, ela não consegue mais abrir os olhos, não sabe se estão abertos ou fechados.
EN loU uqUe
C e
As cores e formas surreais se misturam com as reais, o surreal trepa com o real e ela acaba sozinha...
Não tem mais nem o real, nem o surreal...
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
O tempo me pintou

Pintou tempo e o tempo me pintou
Somos arte
somos tela
e o tempo o pincel
Somos a arte do tempo
esculturas vivas
Em nossos rostos pintados:
A essência da geometria,
da mistura de cores,
dos riscos,
das cicatrizes,
dos borrões,
das jorradas de tintas...
O enigma, o abstrato.
Um ponto de vista qualquer
diante de milhões de olhos.
Olhos que julgam
que moldam
pelos padrões ideais
sem nenhum ideal
Mas no fundo as presenças são todas belas
algumas excêntricas demais
ou abstratas demais
mas sempre belas.
A arte sempre tem alguma intenção
algum valor
algum passado
algum futuro
e somos todos arte
a arte que faz arte
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Rio
Eu mato no mato
Eu rio no rio
E morro no morro
No morro do Rio eu mato
No morro do rio eu morro
No Rio não tem mais mato
No Rio não tem mais rio
Esse rio ás vezes acaba chorando
O Rio alegre de antes
Acaba virando um rio de lágrimas
Um rio de lixo
Por trás do riso do Rio tem o mato e o morro
O rio do Rio só reflete o mato e o morro
Eu moro no morro
Eu moro no Rio
E no Carnaval eu mato e rio
Mas no fundo todos riem
Riem do mato e do morro
Todos acham belo o mato e o morro do Rio
Corte o mal do mato
Deixe crescer
Somente
Só
A mente
Somente
A semente
Que brota o mato vivo que respira e sente
Limpe os rios sujos do Rio
E cuidem do morro
Não deixem que o morro morra
Não deixe que no morro morram
Agora corre
Corre que o rio ainda corre
E por mais sujo que esteja
Ainda reflete alguma beleza
Eu rio no rio
E morro no morro
No morro do Rio eu mato
No morro do rio eu morro
No Rio não tem mais mato
No Rio não tem mais rio
Esse rio ás vezes acaba chorando
O Rio alegre de antes
Acaba virando um rio de lágrimas
Um rio de lixo
Por trás do riso do Rio tem o mato e o morro
O rio do Rio só reflete o mato e o morro
Eu moro no morro
Eu moro no Rio
E no Carnaval eu mato e rio
Mas no fundo todos riem
Riem do mato e do morro
Todos acham belo o mato e o morro do Rio
Corte o mal do mato
Deixe crescer
Somente
Só
A mente
Somente
A semente
Que brota o mato vivo que respira e sente
Limpe os rios sujos do Rio
E cuidem do morro
Não deixem que o morro morra
Não deixe que no morro morram
Agora corre
Corre que o rio ainda corre
E por mais sujo que esteja
Ainda reflete alguma beleza
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Passageiros
Passa
passa
passa
passa paisagem
passa rápida como um vulto
leva embora meu passado
e atira meu futuro
Passa
passageiro
passa
ligeiro como bandido
furtando meu olhar perdido
levando-o para consigo
junto de sua pressa e objetivo
Porém também esquecestes teu olhar
aquele de segundos atrás
que agora levo comigo
para todo o sempre e
infinito
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
"Sonhando acordada...

Lembro de meus sonhos turvos se misturando com a realidade e se construindo rapidamente sem nenhuma noção, ou qualquer senso. Mas se desmanchavam rapidamente quando o despertador tocava arregalando meus olhos e me jogando no mundo mais uma vez. Eu não aguentava mais... Acabava de acordar mas me sentia tão cansada. Olheiras escondiam meus olhos, meu corpo suava realidade e ouvia ecos de meu vazio. O despertador continuava berrando realidade, me enlouquecendo dançando frenéticos horários e compromissos. Não aguentava mais aquele vazio, faltava algo.
Não sabia sonhar acordada, a realidade dopava meus sonhos de vida. Eles precisavam acordar a qualquer custo, mas nunca acordavam. Sabia que não estavam mortos, pois os sonhos nunca morrem, apenas tiram sonecas e eu queria ter insônia, passar madrugadas sonhando acordada, sonhando infinito, vivo.
Isso nunca havia acontecido comigo antes, meus dias era sempre iguais, sempre que acordava me aprontava, e cumpria meus compromissos devidamente. Era tudo tão mecânico e correto, que pensava estar bem. Mas o que estaria faltando para essa minha vidinha medíocre? - Tudo que seja mais que o necessário, tudo que não duvides do impossível, esperanças e sonhos. Preciso realmente despertar de verdade, abrir os olhos para sonhar mundos infinitos, precisava disso.
Precisava me levantar, mas ainda continuava embargada debaixo de cobertas e o despertador continuava tocando agudo e irritante. até que aquele som irritante foi se modificando, transformando em uma linda canção, era uma música diferente com muitos instrumentos que se combinavam perfeitamente, haviam muitos vocais escalados, um coral de crianças cantavam depois de adultos e idosos. Todos tinham vozes de vida, de sonho. Via cores e luzes na música e eu sorria para elas. Não percebi, mas quando me vi já estava por completo levantada, dançando e pulando vida e sonho. Logo olhei na janela respirei fundo e enxerguei um infinito jardim colorido e vivo repleto de flores-sonhos multicolores que brotavam de uma única semente a semente de minhas convicções, as flores soltavam um aroma doce-salgado que ao cheirá-los sentia uma vontade imensa de viver e sonhar. Agora planto e rego-o todos os dias sonhos-vida naquele meu, seu e de todos jardim exótico que me fascina a cada dia em que vivo nele....
Eu realmente acordei para um novo sonho e dormi para o agora velho tédio. Sonâmbula de olhos abertos, sonho acordada.
terça-feira, 18 de setembro de 2007
A paixão como célula
Assististindo a aula de biologia hoje, no frio do ar condicionado, apreciava as células mostradas nas tranparências. E entre todas as duras e determinadas palavras da minha professora, viajei naquelas células.
"...No processo de divisão das células em mitose acontecem os processos de metáfase, anáfase, telófase e citocinese.... Nesses processos das células, os cromossos todos se condensam depois se mantém ligados ao centro da célula por uma fibra polar depois essas fibras se toram e os centromeros se dividem, uma parte vai pra um lado e outra pro outro, se a intencidade for a mesma dos dois lados. ... Assim as células começam a se separar, depois seus cromossomos começam a descondensar...."
Viajando no meio de tantas frases e nomes esquisitos associei os processos com a paixão. Pois é exatamente isso que acontece com aquela paixão que sintetiza tantos sentimentos juntos, tantas loucuras que modifica completamente nossas emoções. Essa paixão a dois que se torna um só caldeirão de sentimentos e desejos condensados, que remexe e que mistura. Como a célula condensando seus cromossomos. É um sentimento que sai de dentro de nós mesmos e nos modifica completamente. Mas depois, se separa, vai embora, se perde nas milhares de células... Elas continuam com as mesmas características mas nunca poderão voltar a ser só uma.
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Quando falta a luz...

Certo dia falto luz aqui em casa e andei refletindo sobre a situação...
Quando falta a luz, é incrível como a noite fica tão estranha e divertida. Toda pressa da tecnologia se apaga em um segundo, toda rotina se desfaz e as pessoas ficam tão desorientadas.
"o que eu vou fazer agora?
o que será do meu trabalho?
ai eu to com medo!
a comida vai estragar!
não to vendo nada!"
E com isso as pessoas se juntam mais, se reúnem com os vizinhos para pedir velas emprestadas, se aproximam das pessoas para não ficarem sozinhos no escuro, conversam, jogam baralho a luz de velas, contam fofocas, conhecem pessoas. É um raro momento em que a pressa se cansa, a luz se apaga, a bateria se esgota... um momento de basta! um momento de refletir...
Um momento em que toda construção, toda tecnologia, todo concreto, deixa de ter importância, um rápido momento em que a única luz será a lua...
O artificial esconde o natural, ás vezes estamos debaixo de tantos artifícios concretos, tantos postes, fios elétricos, telhados, lâmpadas, faróis... E acabamos esquecendo do céu, da lua, das estrelas... Esquecemos que além desse mundo terreno temos um mundo desconhecido e infinito acima de nós, acima de nossas construções.
Mas quando falta a luz é diferente, é raro. As pessoas deixaram de ver o artificial, para ver o natural por apenas minutos. E se pensarmos mesmo o artificial de nada vale pra gente, o artificial só nos distraí, só gasta energia... O natural nos dá energia e nos trás um certo mistério e uma certa esperança de um lugar onde não tem concretos nem tijolos, nem postes, nem gravidade...
E é no meio dessa imensa escuridão e das pessoas desorientadas que eu acabo enchergando a luz.. A luz que me faz refletir, refletir sobre como as vezes somos tão bobos e distraidos com o artificial, sobre quanto tempo nós não admirávamos as estrelas e a lua. É... nem sempre precisamos de lâmpadas para podermos nos olhar no espelho e sim apenas de bons olhos.
Mas esse periodo é rápido...
Quando a luz volta tudo se separa novamente, toda pressa volta aceleradamente as pessoas se distanciam, não tem mais tempo para fofocas, nem jogos, o céu é esquecido novamente, as pessoas voltam a se distrair pelo artificial....
A lâmpada se acende e tudo se acelera novamente.
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